Amarrada - Contos eróticos

Histórias eróticas para mulheres livres. Se inspire e desperte a sua imaginação para sentir na intensidade que você deseja. Contos para gozar, se deleitar. Na vida, no quarto e na cama.

Elas não estão juntas como um casal, mas isso não impede de Iana e Mila irem a uma aula de Shibari juntas. As duas só não esperavam que iriam curtir tanto aqueles nós - e química entre elas.

 

- Após o sinal, deixe o seu recado. 

- Oi, é a Mila, eu vou para aquela aula privada de Shibari e lembrei de você. Eu sinto que você iria curtir. Me desculpa se é um pedido bizarro, mas me fala se você está afim. 

Depois que acabei de mandar a mensagem, vi que o pedido era meio bizarro. E ainda por cima deixei um voicemail. Quem faz isso hoje em dia? Ah, foda-se. Paciência. Eu deveria ter perguntado para ela pessoalmente… Pera, ela acabou de mandar uma mensagem. Ahn? Um emoji de cobra? O que significa isso? 

Eu respondi: 

“Não entendi. Me explica o que significou a cobrinha.”

“A cobrinha é o mais perto da minha representação de aula de shibari. Você sabe, eu sou esquisita.”

“Eu sou mais.”

O pé direito alto da sala de paredes escuras tinha tudo para me intimidar, mas eu me senti confortável. A professora já estava na recepção, com seus cabelos ruivos e braço fechado de tatuagens. Três minutos depois, Iana chegou, com seu vestido preto e coturnos novos. 

- Olá! Bem-vindas à aula. Prazer, Carla. 

- Prazer. Mila. 

- Iana.

- É a primeira experiência com Shibari das duas, certo? Fiquem tranquilas. Vamos ter bastante tempo para explorar. Mas primeiro, queria que vocês pensassem o que vocês querem levar dessa aula para o relacionamento de vocês e com vocês mesmas. 

Eu e Iana nos entreolhamos. Ela achava que éramos um casal? 

- Falo pra ela que não somos um casal? - sussurrei. 

- Nós não somos? Porque não fingimos que estamos juntas?

Ah, Iana. Minha geminiana favorita. 

- Eu estava com medo de ser algo como uma masmorra de sadomasoquismo ou algo do tipo. Mas no fundo ia ser legal se fosse, não é?

Ela estava brincando? Não dava para saber. Mas parecia que não, pelo olhar penetrante que ela me deu. 

Carla nos chamou para a sala principal. 

- Vamos começar. Você sempre tem que manter um par de tesouras como essas por perto. Dessa forma, você não precisa entrar em pânico se o nó ficar muito desconfortável. 

Ela ia demonstrando os nós, como um marinheiro, e parecia que estávamos escutando um vídeo ASMR no youtube. 

- Mila, quero que você amarre a Iana hoje. Isso funciona para vocês?

Assentimos com a cabeça.

- Vamos aquecer. Mila, amarre a Iana no pulso esquerdo. Assim mesmo. Agora passe a corda no ombro dela.

Os únicos sons da sala eram da minha respiração enquanto trabalhava nos nós no corpo da Iana, meio ofegante, com as bochechas já rosadas. 

- Iana, você está pronta para um pouco mais de intensidade? 

- Sim…

- Mila, fica na frente dela. Isso. 

Iana, nessa altura, estava suspensa no ar pelas cordas. Imóvel. 

- Coloca as mãos na minha cintura? Quero me conectar contigo. 

- Desse jeito? E se eu subir as mãos um pouco para cima? 

Minhas mãos deslizaram da sua cintura para os seus seios. Por um momento, esquecemos a instrutora na sala. Quase nos beijamos.

Horas depois, estávamos na sala do meu apartamento, tomando um chá - como se aqueles momentos não tivessem acontecido. 

- Eu gostei da forma que você lidou com a situação. Você é muito boa com nós. Eu fiquei com um tesão do caralho. - ela se aproximou e sussurrou no meu ouvido. - Eu quero ser amarrada de novo. 

Eu improvisei. Peguei uma echarpe no quarto e voltei, e comecei a amarrar, como na aula. Fiz o primeiro nó nos pulsos dela. Era um nó simples, mas eu vi como a pele dele estava toda arrepiada. Peguei outra camisa e amarrei seus pés. Ela estava imóvel e entregue no sofá da sala. 

Como na aula, coloquei a mão na sua cintura e subi para os seus seios por cima da camisa. Nessa altura, ela suplicava. Eu abri a braguilha e coloquei as mãos no seu ventre, na sua vulva. Meus dedos deslizavam em seus lábios, no seu clitóris. 

Ela mordia a almofada em sua frente. Senti que ela estava próximo do clímax e meti dois dedos, rápido, enquanto circulava o clitóris. Ela gozou com uma arfada alta, enquanto eu beijava seu pescoço. 

Eu poderia me acostumar com esse relacionamento. Amarradas. 

 

Tradução livre de podcast publicado originalmente no Dipsea. Escute o áudio original.

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