Cinco anos II - Contos Eróticos

Histórias eróticas para mulheres livres. Se inspire e desperte a sua imaginação para sentir na intensidade que você deseja. Contos para gozar, se deleitar. Na vida, no quarto e na cama.

Eu a encontrei sentada na varanda. Eu queria falar sobre o que tinha acontecido no carro no dia anterior. Ela tem me evitado desde então. Eu queria deslizar a janela da varanda e ir ao seu encontro. Mas eu parei quando achei que podia escutar a voz de sua mãe. Ela tinha seus pés para cima. Eu podia ver suas costas pressionando as ripas verticais da cadeira. 

Eu só conseguia ver o seu perfil. Mas percebi que ela estava com a mão tapando a boca como se estivesse segurando a risada. Ela estava olhando para seu celular. Essa é minha voz? Percebi que ela estava olhando vídeos meus antigos, dando aquela stalkeada básica. Bom, isso poderia ser uma coisa boa. Talvez eu ainda tenha chance. 

- O que você está vendo? 

Ela tomou um susto. 

- Ah! Nada. Só coisa boba na internet. Nada demais. 

- Você está com fome?

- Não...

- Eu posso fazer uma comida boa pra você. 

- Não, tudo bem!

Eu sentei na cadeira do seu lado e inclinei meu corpo, descansando os meus cotovelos nos meus joelhos. Ela tinha fechado os olhos, virado o queixo para o sol - como ela sempre fazia quando estava sozinha. Minha esperança de vê-la assistindo os meus vídeos caiu por terra. Eu não tinha a menor chance. Eu sentei na minha cadeira aprumado. Cocei a minha barba por fazer e fiquei ali pensando. Eu estava apressando as coisas. 

O filtro solar fazia as pernas delas brilharem. Eu segui meu olhar por todo seu corpo. Ela mudou um pouco de posição para olhar para o gramado. Poucos segundos depois, senti meu olhar ir para o canto. Percebi que o ar entre a gente estava mais tenso. Os lábios dela estavam fechados. Ela estava brincando com os fios soltos da barra do short jeans. Enrolando com os dedos cada fiozinho. Fiquei hipnotizado. 

Meu celular tocou. Alto. 

- Desculpa! - disse, no susto. 

- Não, não.. que isso! 

- É.. tá.. tudo bem. 

Porra, esse celular pra me atrapalhar. 

- Oi Pedro, você nunca retorna minhas chamadas. O Antônio me falou que você não voltou mais pro restaurante, já faz uns dias né? O que tá acontecendo? Deu merda? Por causa de um crítico de merda? Tá na hora de você lidar melhor com isso!

Desliguei. Escutei o recado seguinte:

- O que tá acontecendo? Vamos ver o Pastor João nesse domingo. E agora você tá viajando, sem minha companhia? - veio uma voz feminina no fundo. 

Eu queria conhecer novas pessoas. Eu estava pronto pra ir embora. Quando a Sofia apareceu na casa, fiquei positivamente surpreso. Era a primeira pessoa que não envolvia trabalho. Era algo grande pra mim. Eu tinha até esquecido como é ser ignorado. 

Escutamos um barulho alto de um cortador de grama. Sofia pulou da sua cadeira. 

- Ah, relaxa. É o Marcos. 

- Pera, calma, como você conhece o vizinho? 

- Ah, ele tem cortado a grama aqui por anos. E aí, Marcos! - falei, o cumprimentando. 

Ela levantou da cadeira e começou a olhar para mim e pro Marcos, meio tensa. Aí desviou o olhar para o gramado, recém cortado, como se fosse a coisa mais interessante do mundo. 

- Nossa, ele parece com meu ex. 

- Sério? Seu ex era do tipo que curtia bermuda cáqui? 

Rimos juntos. 

- Não é tão parecido assim. Claro, mas você sabe, quando você acaba com alguém e tudo lembra a pessoa? 

- Sim!

- Tipo, ligo o rádio e você fica só escutando a voz da pessoa no fundo. 

- Sim, puxa, isso é um saco. Você sabe, você poderia colocar a sua cadeira aqui mais pro canto. Pra ninguém ficar te olhando - falei, meio irônico.

Ela riu.

- Tá, tá, você tá certo. Sabe, não é tão ruim aqui. - ela mudou de assunto - Você conhece os cafés locais, você amigo do cara que corta a grama... você deve vir muito aqui. 

- Sim, venho. 

- Mas pra quê você precisa de todo esse espaço? Tipo, não tem muita coisa acontecendo na cidade?

- Olha, é meio esse o intuito. Dar uma fugida. A vida trabalhando em restaurante pode ser bem louca. E agora as coisas ficaram confusas. As pessoas acham que conhecem a gente. Tipo, Marcos, o cara ali. Hoje mais cedo ele estava me perguntando do livro. Falou sobre o tempo e manteve a conversa curta. Foi tudo amigável, mas sabe, eu tô tentando clarear minha cabeça. 

- Sim, sim. Eu entendo!

Dei um suspiro. 

- Então, meu trabalho tem isso o tempo todo. Todo mundo tem uma opinião e eu tô cansado das pessoas me falando como eu devo cozinhar. A gente teve um crítico que veio na semana passada e disse que amou a comida. 

- É, sua vida parece ser bem difícil - ela disse, irônica. 

- Tá, mas aí esse crítico vem e fala que eu elevei a comida caribenha pra patamares mais altos.

- Ok. Entendo o que você tá falando. 

- Tipo, elevado pra quem? Essa é a comida que minha mãe cozinhava. A comida que a mãe dela cozinhava. Agora eu sou um restaurante chique. Então ficou chique pra todo mundo. 

- Mas assim, você considera seu restaurante como um lugar de alta cozinha, certo? Tipo, um lugar que as pessoas falam, “vamos jantar em um restaurante legal?”

- Sim...

- O tipo de restaurante que você coloca três folhas de alface e chama de salada, certo? - ela disse, com um sorrisinho irônico. 

- Cara, você é braba demais. - eu ri. 

- Ué, mas não é isso? 

- Eu tô cansado de dar pras pessoas o benefício da dúvida. - Respirei cansado. 

- Isso eu entendi, mas bota as coisas em perspectiva, sabe?

Ela enrolava os dedos nas tranças dela. Ela tinha razão. Ela sabia da onde eu vinha, mas não ia me dar uma simpatia gratuita. Falsa. A honestidade dela me deixou um pouco embasbacado. Como se ela ligasse uma lanterna na minha cara. Eu não queria mais falar sobre mim. 

- Então. Esse ex. Ele é um ex recente? 

- É. Bem recente. 

- Me desculpe.

- Tudo bem. 

- Ele te deu um fora? Ou você que...

- Não. Ele me deu um fora.

- Escuta, eu sei que você não se importa sobre o que eu penso...

- Mas você vai me falar de qualquer forma - ela disse, rindo. 

- Só queria falar, foda-se esse cara!

- Sim... Foda-se ele. 

- A perda é dele! Acredite. Você tá melhor sozinha. Dá pra ver isso. 

Ela estremeceu os ombros e deixou eles mais baixos, apertou as palmas das mãos dentro das coxas. Abriu os olhos. Ela tava de saco cheio de falar daquilo. Eu deveria ter ficado calado. 

- Obrigada. Eu vou dar uma volta. 

- Claro. Qualquer coisa, vou estar aqui. 

Porra, eu deveria realmente ter ficado quieto. O ar ficou pesado. Senti a energia pesada na varanda. Liguei para meu editor. Caiu na caixa de mensagens:

- Você ligou para Roberto Divina. Por favor, deixe sua mensagem que entrarei em contato assim que puder. 

- Oi, sou eu. Desculpa, eu estava precisando de uns dias. Desculpa por estar sendo difícil. Alguém veio e me deu um toque. Eu tô agindo como um babaca. Então to aqui, te pedindo desculpas. Deixa eu cozinhar pra você nessa quinta. Vou trazer o prefácio do livro. Valeu. 

Anoiteceu. Conseguia escutar o silêncio absoluto, as ondas do mar e as cigarras. Deitado na cama, percebi que não conseguia mais esquecer o gosto de canela dos lábios dela. Eu fiquei revivendo a memória. Eu não queria pressioná-la. Ela claramente não veio aqui pra encontrar alguém. Mas ela me beijou. E agora eu não conseguia parar mais de lembrar das suas mãos no meu pescoço. 

Ouvi uma batida na porta. Era ela, com sua camisa extra larga até os joelhos. Ela não falou uma palavra. No silêncio, até nossas respirações pareciam mais altas. Demorei pra ter coragem de falar algo. A tensão era palpável. Não precisamos falar.

A mão dela veio atrás do meu pescoço. Sentia seus lábios nos meus. O gosto de canela de volta. Era como se nossos beijos fossem tudo o que ela escolheu não falar. 

Ela tirou a camisa sem quebrar o contato visual. Meus olhos fitavam suas pernas. A parte mais macia da sua coxa. A sua cintura. Ela colocou os ombros para trás como se soubesse exatamente o que estava fazendo comigo. 

- Agora você. Tira a roupa - ela pediu, firme. 

Não teve mais volta. Senti suas mãos nas minhas costas. No momento carreguei ela pra cama. Ela pausou por uma fração de segundo. Nariz batendo em meu nariz, seus olhos brilhando em minha direção. 

Ela empurrou suas mãos para meu peito e sentou por baixo. Ela era bem direta. E seus pedidos quietos me davam muito tesão. 

- Você tem camisinha? - ela perguntou. 

Na hora que eu abri a gaveta da Nicole, vi que ela tava mexendo no seu clitóris. Eu tinha que voltar para lá rápido.

- Me espera!

- Vem logo.

Ela beijou meu pescoço e colocou suas pernas no entorno do meu colo. Eu peguei seu quadril e o coloquei em cima de mim. Coloquei só a cabeça do meu pau no começo. Ela sentou com calma - mas com força. Ela deu um espaço pra eu ver que ela levou tudo. 

Senti suas mãos na minha boca e lambi seus dedos. Ela queria que eu ficasse quieto. Puta que pariu. Que tesão. Isso me surpreendeu. Normalmente eu controlava tudo. Autoridades me enchiam o saco. O que aconteceu?

- Toma esse pau, toma. Você gosta?

- Sim...

Ela parecia gostar de me torturar. Começou a ir mais devagar. Eu apertei seus mamilos e dei uma lambida.

- Isso! Aí! Não para. 

Senti que ela estava quase gozando. Ela começou a cavalgar com fúria. Seus beijos me devorando. Seus dentes mordendo meu lábio debaixo. Ela segurou minha cabeça. Me deixou imóvel. Ela empurrava seus quadris com força. Estava ficando muito rápido, rápido demais. O suor pingava em nossos corpos. Senti que íamos gozar juntos. 

Ela apertou seus dedos no meu corpo, com força. Segurei minha respiração. Estávamos chegando juntos. Nos abraçamos forte. 

Ela deitou no meu peito sem me olhar. Eu conseguia sentir o cheiro de seu cabelo. Lembrei de suas tranças em seus dedos. Como elas me hipnotizaram. 

 

Rápido demais para Sofia. Emoção demais para Felipe. Lutando contra o magnetismo da nova relação o casal tenta manter uma distância. Mas será que é possível?

(Veja a continuação do Conto Cinco Anos)

 

Tradução livre de podcast publicado originalmente no Dipsea. Escute o áudio original.

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