Caubóis I - Contos Eróticos

Histórias eróticas para mulheres livres. Se inspire e desperte a sua imaginação para sentir na intensidade que você deseja. Contos para gozar, se deleitar. Na vida, no quarto e na cama.

Eu me voluntariei para trabalhar no rancho do Leandro no verão passado. Era no meio da nada, em Goiás, uma extensão enorme de terra, o tipo de lugar que quando você chega você se sente pequeno diante da imensidão da natureza.O Leandro fez que o rancho virasse quase um resort - não tinha mais vacas mas tinha muitos cavalos. 

Em troca de guiar pessoas ricas em trilhas no Rancho, eu tinha hospedagem e comida gratuita. Quando o verão passado acabou, eu sabia que voltaria - o único problema é que parecia que o Leandro não gostava muito de mim. Acho que ele achava que eu era uma menina da cidade mimada que só curtia a natureza quando era conveniente. Ele tem provavelmente uns 45 anos - mas eu sou péssima para adivinhar idade. Ele viveu por ali por toda sua vida. Então eu até entendo. Não é que eu queira a aprovação dele, de qualquer forma. Mas ele me contratou esse ano de novo, então ele deve saber que eu trabalho bem. 

Esse ano a Ana está aqui. Ela disse que cresceu em uma fazenda em Mato Grosso, foi pra faculdade em São Paulo e depois de se formar, veio pro rancho meio que sem nenhum plano pronto. Ela é parecida comigo - tão tímida quanto. Ela tem olhos amendoados com pequenas ruguinhas quando ela sorri e tem aquele ar simpático que me faz confiar nela mesmo sem saber nada sobre sua vida. Ela que falou comigo primeiro - acho que ela me achou interessante também. A primeira vez que eu falei com ela direito foi na hora que estávamos alimentando os cavalos. O sol estava se pondo - um amarelo intenso no horizonte. A lua ainda estava se decidindo se aparecia ou não. O vento estava perfeito - fresquinho. Eu vi ela correndo na minha direção. Uma égua quase deu um coice nela, mas ela desviou. 

- Você é daqui da região?

- Ah, não, eu cresci no Rio de Janeiro, na verdade. 

- Eu estava te observando ali dos estábulos ontem, dizendo para as pessoas o que fazer. Parece que você sabe o que está fazendo, haha.

- Haha, sim, eu trabalhei aqui no verão passado. Me sinto bem à vontade no campo. 

- Esse lugar é incrível mesmo. Tipo, olha esse pôr do sol! 

Ela estava certa. O horizonte era imenso, parecia infinito. Parecia que ela estava no meio de uma pintura à óleo. Ela estava um pouco suja de terra nos tornozelos e com a testa suando. Ela se agachou, se alongando um pouco. Vi suas pernas fortes e bronzeadas. Ela levantou e tirou o cabelo do rosto. Um dos visitantes estava saindo da sede do Rancho. Ela se aprumou e foi falar com ele. 

- Falo mais tarde contigo, Elisa. Bom te ver. 

Nossa, ela sabia meu nome. Eu vi ela caminhar até o bosque com o hóspede. Eu não lembro como, mas desde esse momento nós começamos a andar muito juntas e a realmente começar uma amizade. Parecia que nós nos conhecíamos por uma eternidade. Ela me contava estórias engraçadas que ela estava escrevendo - uma lenda sobre uma árvore caída e um conto hilário de romance dos cavalos que cuidávamos. Ela notava coisas sutis, como a família de centopeia que morava no pé da janela do seu quarto. Ela gostava que eu conhecia bem o rancho, que eu mostrava pra ela coisas dali. Não tinha como não gostar dela. 

Era gostoso como ela colocava o braço sobre meus ombros. Uma noite, depois do jantar, o Leandro veio ver a gente cuidando dos cavalos nos estábulos. Eu e ela estávamos nos limpando depois de dar uma andada de cavalo. Estávamos guardando a sela. O sol estava quase se pondo e podíamos escutar o riacho de fora. Vimos a sombra dele se aproximar. Ela encontrou com ele na porta. Eu fiquei ali encostada, quieta, vendo os dois falarem. O metal da bota dele estava a alguns centímetros do pé dela. Ela brincava com o colar dela enquanto falava. Deu pra ver que ela estava meio nervosa. Mas ele manteve os olhos no rosto dela. Eu não sei nem se ele notou que ela estava nervosa. Mas eu vi.

 

Me senti numa espécie de transe: me imaginei perto dela e beijando o encontro do pescoço dela com o ombro. Minha mão estava na frente das suas calças, tentando achar o zíper enquanto ela mexia os quadris na minha direção, gemendo. Vi uma sombra: era o Leandro de volta e ele estava nos observando. 

 

- Terra de volta! Alô, Elisa? 

- Oi, desculpa, tava viajando....

- Haha, percebi. A Margarida escapou. 

- Ai, ela sempre escapa. Pensei que o Leandro estava te contando um segredo. 

- Não, ele tava falando sobre os cavalos e sobre a rotina de amanhã. Ele disse que tínhamos que nos apressar aqui porque está vindo uma tempestade. 

- Ah sim. Beleza! Mas o que rolou? Você não gosta dele? 

- Não, nada de errado.

- Você fica meio na defensiva perto dele…

- Fico? Não sei. Ele anda muito perto da gente ultimamente. Eu meio que me acostumei, sabe? Não me incomoda mais. Gosto de falar com ele. 

Era claro para mim o jeito que ele olhava para ela. Porque era o jeito que eu olhava para ela também. De repente, me senti exausta. Não conseguia falar pra ela como eu me sentia. Eu enterrei o salto da minha bota no chão, cansada. 

-Tá com raiva? 

- O que?

- É ciúmes? 

- Como assim? Ele é velho!

- Ele não é não. - ela disse, e enquanto sorria, conseguia ver a covinha do seu sorriso. Esse foi um dia longo demais. Senti a mão dela no meu ombro. Aquele toque que me lembrava que ela era somente minha amiga. Esse era o máximo que iriamos ir. 

Uma noite choveu muito e o teto da nossa cabine estava com um vazamento sério. Todos os homens tiveram que pegar as camas nas cabines das mulheres e dividir em quartos diferentes. A Ana me deixou dormir no colchão dela. Ela me ajudou e até me deu um travesseiro extra. Cheirava como o shampoo dela. Nós desligamos as luzes mas eu não conseguia dormir. Eu deitei na cama, na escuridão. Escutando a chuva cair no telhado. Virei para o lado e os nossos narizes praticamente se encostaram. Estava escuro, mas a lua iluminava o nariz dela e a curva dos seus lábios. Ela encostou os pés nos meus.

-Desculpa por antes.

- Relaxa amiga.

- Eu me sinto péssima. Tipo, nada aconteceu. Não é o que você pensou. 

Ela moveu os quadris para mais perto. Os lábios dela estavam quase encostando os meus. 

-Eu gosto de estar perto de você. 

Nós ficamos em silêncio por um bom tempo. Nossos corpos completamente parados. Nossos pés e pernas juntos. Até que não deu mais. Me inclinei e a beijei. Os lábios dela eram macios e sedosos. Ela colocou a mão na minha bochecha e me beijou de língua. Eu enlacei a cintura dela com meus braços. Senti o ar quente da sua boca na minha orelha e meus mamilos endureceram na minha regata. 

Ela colocou suas mão na base da minha camisa e moveu a mão para minha calcinha. Enquanto isso, eu tirava sua blusa e mexi nos seus mamilos. Os peitos dela eram grandes demais para uma mulher tão pequena. Eram lindos. Eu não tinha ideia por quanto tempo nos tocamos. Cada momento era um novo momento. Eventualmente eu decidi por nós. Puxei a calcinha dela para baixo e me ajoelhei entre suas pernas. A parte macia da sua coxa. A cosquinha que ela sentia enquanto encostava na sua perna. A lambi de uma vez, enquanto olhava diretamente nos seus olhos. Ela gemia baixinho e colocou a mão nos meus cabelos. A imagem do Leandro entrando e nos pegando cruzou pela minha cabeça. 

-Pode usar o meu vibrador?

Ela pegou o vibrador estilo ponto G da gaveta e me deu. Eu liguei e passei por toda sua vulva e excitação. Ela começou a gemer e eu coloquei minha língua de volta.

Eu queria que ela gozasse tão forte para que ela quisesse ficar comigo o tanto que eu queria ficar com ela. Eu acelerei a velocidade e comecei a comer ela com a ponta da minha língua junto. Indo mais forte e de repente mudando para devagar. Levando ela ao limite. Senti que a respiração dela estava mais pesada. Ela gozou com força e senti todo o seu gozo na minha língua. Ela me abraçou de volta e me deu um beijo. Longo e doce. A melhor versão de um um “obrigado”. Dormimos abraçadas. Como queria estar nos seus braços de volta.

Fim.

 

Tradução livre de podcast publicado originalmente no Dipsea. Escute o áudio original.

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