Minha - Contos Eróticos

Histórias eróticas para mulheres livres. Se inspire e desperte a sua imaginação para sentir na intensidade que você deseja. Contos para gozar, se deleitar. Na vida, no quarto e na cama.

Catalina. Era assim que Esteban me chamava. Era só escutar seus passos no meu café que eu arrepiava. Eu era sua. 

- Senhorita, você errou meu pedido.

- Perdão? - Limpei minhas mãos no avental, manchando o logo estampado com café. 

A mulher atrás do balcão levantou o queixo. Ela é curvada e tem uma cara amarrada, com sua roupa toda descombinada, dos pés à cabeça. 

- Eu pedi um mocha descafeinado com leite de soja, e isso não é soja. É espuma.

Era a porra do leite de soja sim. Eu saberia, já que era eu que fazia esse pedido todo santo dia para ela. Eu estava tentando falar isso mas o meu mais novo funcionário, o Evandro, estava olhando atrás da caixa registradora. Ao invés de ser um mau exemplo, eu sorri e disse:

- Desculpe. Deixa eu fazer outro. 

Eu joguei no lixo o mocha perfeito e refiz tudo de novo, fazendo um verdadeiro show com a caixa de leite de soja para todos olharem. Quando eu entreguei para ela, ela deu uma bebericada e saiu, sem falar nada. 

- Que desperdício. Eu vi você fazer o primeiro com leite de soja. Você deveria ter falado algo - comentou Evandro. 

- Foi melhor eu não falar nada. E você sabe, o cliente sempre tem a razão, especialmente quando eles estão errados. 

Ele deu um gemido baixo e foi limpar o chão. 

O Café Lena é menos um café e mais uma kitnet que serve café, apertada entre uma loja de cosméticos e uma loja de velas. Não tem quase nenhum espaço para sentar e curtir. A maioria dos nossos clientes são do tipo que pegam e levam, colarinhos brancos correndo para o escritório e escravos do varejo desesperados por um estímulo. 

- Ô Cat, se importa se eu tirar minha folga mais cedo? Preciso muito de um cigarro. 

Eu comecei a suspeitar que as folgas do Evandro são para ele transar pelo telefone com o namorado bombeiro dele. Eu segurei um sorriso. 

- Vai lá!

Eu estava organizando os xaropes e fazendo mais biscoitos para colocar no display. Estava quase acabando, quando eu vi os sapatos caros entrando na loja. 

Alisando meu avental, eu levantei para olhar para o homem do outro lado. 

- Boa tarde, Esteban. 

- Pra você também, Catalina. - ele disse, alisando o seu lábio de baixo, rosado e inchado, como um pêssego maduro. 

Eu conhecia esse homem desde que eu usava aparelho, na época que eu fazia questão de me apresentar como “Catarina” para todos na empresa do meu pai. O dia que nos conhecemos, o Esteban pegou meu nome e transformou. Para meus amigos, família e funcionários, eu era a Cat ou Catarina. Para os caras que conhecia no Tinder, eu era Cati. Para o Esteban, eu era sempre Catalina. 

- O que posso fazer por você?

- Eu quero um cappuccino, por favor. 

- Já estou trazendo. 

Eu senti minha perna tremer enquanto eu sentia seu olhar me penetrar. Passei o café novo e coloquei o leite para ferver. Seu cheiro amadeirado me intoxicava. 

- Seu cappuccino. 

Ele pegou o copo e deu uma nota de vinte reais. Eu balancei a cabeça fazendo que não. Não fazia sentido eu cobrar dele. 

- Catalina…

- Por conta da casa. 

Nós nos encaramos até, eu finalmente parar. 

- Você está livre para jantar essa noite?

- Talvez.

Ele sorriu, tomando um gole do café. 

- Eu te busco às oito. Curta o resto do dia, Catalina. 

- Você também - eu prendi a respiração enquanto via ele sair da loja. 

Nós tínhamos nossos lugares favoritos. As trattorias italianas, os sushis, os bares de tapas e ostras. Hoje era dia de italiano, no Bistrô Adrianna, com toalhas de mesa pretas e assentos de couro. Eu deixei o Esteban pedir para nós dois: filet mignon com risoto caprese, e um uísque para acompanhar. 

- Como estão os negócios?

- Bons. O Evandro está aparecendo no horário, nós temos alguns clientes chatos, mas no geral, tá tudo joia. E como está meu pai?  

- Homicida. Ele perdeu um caso na semana passada. A empresa inteira está pisando em ovos. 

O Esteban era sócio do meu pai. Nos conhecemos no escritório do meu pai, vinte anos atrás. Meu pai sempre teve um temperamento ruim, mas foi só minha mãe morrer para ele assumir o seu lugar de tirano. 

- Ele me deixou duas mensagens de voz semana passada. Eu deveria retornar. 

- Espera uns dias. Ele entrou na minha sala essa manhã, gritando, nervoso, inventando desculpa pra brigar. Falei pra ele parar de encher a porra do meu saco.

- Haha, ele deve ter adorado. 

- Ele ameaçou me colocar num avião de volta para Bogotá esquartejado. Disse pra ele parar de surtar. 

Ele olhou pra pulseira que ele me deu no meu pulso. Tinha três corações, um para cada ano que eu e Esteban estávamos juntos - a não ser aquele verão depois da faculdade ou a vez que ele me deitou na mesa do meu pai e me chupou até eu gozar várias vezes. 

Eu fiquei vermelha com a lembrança. Lembro como meu pai ficou furioso quando descobriu que estávamos juntos. Alguns ficaram chocados com a nossa diferença de idade, mas pro meu pai era mais que isso: era sua única filha com o seu protegido.  

- Por isso que você quis sair hoje? Dia ruim no escritório? 

- Eu te chamei porque faz muito tempo que eu não te como. 

Direto, ao ponto, ele passava as mãos na minha nuca e nas minhas costas. Eu derretia com os seus toques, feliz de ter usado um vestido de costas abertas. 

Passaram trinta minutos, estávamos no hotel atravessando a rua. Deitada na cama king size, eu o esperava, enquanto ele tirava o paletó na cadeira e tirava meu saltos, enquanto afastava as minhas pernas. Minha saia levantou na altura dos meus quadris. 

- Você anda transando com o Evandro, não é? 

- Não. E mesmo se eu estivesse, não é da sua conta. 

Nós éramos como o fogo e gelo. Ele sentia um ciúmes absurdo, mas eu devorava esse ciúme deles. Nosso relacionamento era aberto, e sinceramente? Ele que lute. Eu adorava ver ele tremer de nervoso, me comer com força, me punir. 

- Sim... - ele alisava minhas coxas, o seu dedão acariciando a tatuagem na minha virilha. Eu deixei minha cabeça ir pro lado, tonta de antecipação. - Aposto que ele queria te trazer pra cá. Comer você assim. 

Ele tirou a minha calcinha com um dedo. Estava quente, mas mesmo assim eu senti o ar gelado na minha vulva. Ele olhou pra minha buceta como se você fosse uma coisa rara, curiosa. Como se ele nunca tivesse me feito gozar de todas as formas possíveis. 

- Ele já me falou que eu tenho mãos lindas. Eu acho que ele queria que batesse uma pra ele. 

- Para de me provocar, Catalina. 

Ele passou as mãos nos meus peitos, meus mamilos duros sob o tecido. 

- Você merece uma lição. 

Ele tirou a camisa e o cinto. Eu fui pra frente, virando meus quadris e colocando minhas bochechas na sua ereção. Eu segurei seu pau - precisava sentir seu desejo com minha língua. Senti seu gemido enquanto eu chupava sem parar, sentindo suas mãos no meu couro cabeludo. 

Olhei para seus olhos enquanto o chupava. Eu amava o jeito que ele olhava pra mim, como se eu fosse a única pessoa possível no mundo que fizesse ele se sentir daquele jeito. 

Ele me empurrou de volta pra cama, tirando meu vestido, seus dedos rodeando meu clitóris. 

- Catalina, você gosta tanto de chupar meu pau que às vezes eu acho que você tem um clitóris na garganta. 

É verdade, eu amo chupar o pau dele. Eu amo minha boca cheia de gozo. Amo ser dele. O beijo dele é intenso, enquanto ele explora meu clitóris, pincelando como um artista. Assim eu ia gozar. Ele sentiu e parou, me virando de quatro e metendo de uma só vez. 

Eu gritei alto enquanto ele me comia, gemendo como um disco arranhado. Ele ia fundo, sem parar, alcançando o colo do meu útero. Do nada, ele parava e começava a me chupar. E eu deixei, deixei ele me usar. Me fazer gozar uma, duas, três vezes. 

- Por favor…

Minha voz está baixa e patética. Ele segura as minhas pernas sob seus ombros e meus peitos balançavam sem parar. Consigo sentir como molhamos a cama por baixo. E ele para, subitamente.

- Não! Porra, não ouse parar!

Ele ri, masturbando o seu pau. Sinto o seu jato quente parar no meio das pernas. A coisa que eu mais amo é ver o Esteban gozar, o seu olhar quando eu o faço chegar lá. 

- Você acha que merece gozar? Você já gozou demais.  

- Por favor…

Ele passa a mão no meu clitóris, ainda inchado e não para de mexer. Cheguei a meu quarto (ou quinto) orgasmo tremendo, um som gutural saindo da minha boca.

Ele me coloca no seu colo, seus braços sólidos me envolvendo. O seu cheiro me conforta - ele tem cheiro de casa. 

- Usted es mía. 

  

Tradução livre de conto publicado no Bellesa. Escute o áudio original.

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1 comentário

Ótimo…maravilhoso!!!

Edeilza 02 março, 2021

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