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No Ritmo - Contos eróticos

Histórias eróticas para mulheres livres. Se inspire e desperte a sua imaginação para sentir na intensidade que você deseja. Contos para gozar, se deleitar. Na vida, no quarto e na cama.

Eu não poderia negar aquela aula de dança com ela. Fazia mais de 10 anos que eles não dividiam os palcos juntos, mas quando ela pediu para ensaiar de novo, no meio de um reencontro regado a vinho - eu não consegui dizer não.

10 anos que as cortinas do Theatro Municipal se fechavam. O cheiro de suor dos nossos corpos, o veludo da cortina encostando nos nossos dedos. O sangue nas sapatilhas de ponta. O meu beijo no coque alto dela, cheio de laquê e purpurina.

A sensação era de isso tinha acontecido anteontem. Mas a minha barba branca e minhas sapatilhas penduradas na parede teimavam em me lembrar que esse era um passado. Eu quase nunca lembrava desse passado - fazia o possível para lembrar que eu tinha uma nova vida, em uma nova cidade.

Mas quando sua mensagem apitou no meu celular e vi sua foto estampada - a mesma Carolina, o mesmo sorriso - o passado voltou com força.

Quando entrei no restaurante, você já estava lá 10 minutos antes - como sempre, precavida. E como antigamente, já tinha pedido dois expressos para nós dois. Papo vai, papo vem, você me manda a real:

- Eu parei de dançar.
- Como assim?
- Parei, Hugo. Não dava mais. Me sentia velha, acabada, inadequada. 43 anos. Que bailarina continuaria?

Um desespero tomou conta de mim. Carol era, de longe, a bailarina mais talentosa que eu havia trabalhado. Seu olhar vazio me transtornou.

- É aquela lesão? O que aconteceu?
- Simplesmente estou velha, Hugo.
- Eu entendo cansar de fazer algo. Todos nós cansamos. Mas se for comparação, Carol, a Companhia sem você não é nada. Você é a Meryl Streep deles. A Fernanda Montenegro.

Ela deu uma risada solta. Era como ontem, quando estávamos viajando mundo afora, namorando, livres, sem medo da vida.
- E o que mais?
- O que mais posso te contar no meu estúdio. Você me deve essa visita muito tempo.
- Seu safado, eu não vou.
- Pra dançarmos juntos, Carol. Você acha que eu iria fazer alguma proposta indecente?

Ela deu um risinho de lado. Nós dois sabíamos o que iria acontecer.
O que sempre acontecia quando estávamos juntos.

Eu abri a sala - mal utilizada, mas estava ali pra lembrar que um dia, eu fui bailarino. As barras estavam ali. O piso encerado. Ela já entrou na sala fazendo um grand jeté. De jeans.

- Essas roupas estão super apropriadas pra isso né?
- Não tem problema. Eu tiro.

Eu sorri de volta, olhando para seu corpo torneado - os anos a tinham feito seus músculos mais torneados, maduros - de uma mulher que viveu a vida de uma guerreira celta. De sutiã e calcinha, dançando ao som de Piazzola, era a própria Pina Bausch.

Eu tirei minha calça. Já de cueca, peguei ela no alto quando ela veio correndo na minha direção. A música ficava mais frenética, e nossos passos improvisados se cruzavam na frente do espelho. Ficamos em posição de valsa e nos olhamos - minha barba branca, as rugas de suas mãos. A idade chegando. A força de corpos que viveram por muitos anos como atletas. Guerreiros. 

Sussurrei no seu ouvido:
- Isso parece acabado para você?
Ela riu. Me puxou pelo pescoço, me beijou. Me segurou e fez sentar no chão, enquanto tirava a calcinha para sentar em mim. Eu mal pisquei eu já estava dentro dela. Ela cavalgava como se fosse a última vez que nos veríamos - como esse momento fosse passar rápido demais para ser verdade.

Eu não deixei.
Segurei seu corpo e como em uma dança, estávamos em pé: ela contra a barra, eu por trás, nos encarando, entre as baforadas no espelho, o barulho de pele contra pele, e nossos gemidos tortos. Coloquei a mão na frente de sua vulva, no canto direito que ela tanto amava tantos anos atrás.

Eu lembrava de todos os pontos de seu corpo. Ela estremeceu. "Continua". Continuei, até ver o brilho do seu olho êxtase. Me levei além do meu limite para ver ela gozar junto comigo.

Caímos nos chão juntos. Bambos, tortos. Os bailarinos altivos exaustos.

Mas juntos. Mesmo que por em pequeno instante, juntos novamente. 

...

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