Lilit Indica #2 | Empoderamento e ícones feministas

Na segunda edição do Lilit Indica, queremos trazer referências de ícones que mudaram a história do feminismo e como os direitos básicos da mulher, como a menstruação, são fundamentais antes de falarmos sobre sexualidade. Como diz Marília Ponte, fundadora e CEO da Lilit, “precisamos escutar para nos ressignificar”. 

O documentário “A Juíza”, que mostra a vida da Ruth Bader Ginsburg, ícone feminista que revolucionou a história e o direito da mulher americana, é um bom ponto de partida para se inspirar e entender o longo caminho que percorremos para termos direitos básicos. Já o curta-metragem “Absorvendo o Tabu”, ganhador do Oscar e disponível na Netflix, é um relato incrível de como mulheres oprimidas por um sistema patriarcal podem conquistar sua independência financeira e de saúde ao criarem uma marca de absorventes. O podcast "Sexoterapia'', nossa terceira indicação, é uma maneira fácil e descontraída de escutar e aprender com os relatos de outras mulheres. 

Vamos juntas? 

A Juíza (Documentário)

Somos Lilit | A Juíza Documentário

Juíza, mulher, ícone de uma geração. Ruth Bader Ginsburg, conhecida como Notorious RBG, Juíza da Suprema Corte Americana, faleceu no último mês, aos 87 anos, mas deixou um legado imensurável para as mulheres. Segunda mulher a ocupar o cargo na Suprema Corte, ela foi a voz das mulheres americanas em um estado cada vez mais conservador e misógino.  

O documentário “A Juíza”, que estreou no festival de Sundance ano passado e foi indicado ao Oscar, é uma homenagem e um mergulho na vida da Notorious RBG, advogada que se tornou uma super heroína defensora das mulheres e LGBTQIA+.

“Eu não peço favores para o sexo feminino. Tudo que peço para os nossos irmãos é que eles saiam de cima de nós.”

Sua marca registrada são os colarinhos icônicos que expressavam suas opiniões políticas e sua constância - inquebrável. Ela foi peça chave para aprovação do casamentos LGBTQIA+, leis contra discriminação do sexo, casamento equilitário e uma papel mais inclusivo da mulher americana. Ela acreditava que tudo que a sociedade fazia para oprimir as vidas das mulheres era imoral e inconstitucional. E por muito tempo, suas ideias foram consideradas radicais. 

Além de sua impecável carreira como advogada, ela teve uma ótima parceria em casa. Martin D. Ginsburg, seu marido, entendia a importância do trabalho de Ruth. Como ela mesma diz, “ele enxergou minha inteligência”. Juntos, tinham um casamento igualitário - quando Ruth estava ocupada, Martin também ficava responsável pelas tarefas domésticas e criação dos filhos. Eles enxergavam que a carreira de Ruth poderia revolucionar o direito das mulheres.  

“A Juíza” é um documentário indispensável para entender como a vida e carreira profissional de uma mulher podem mudar a história. Ruth Bader Ginsburg conseguiu pegar os ideais da geração de Gloria Steinem e colocar na lei americana, criando um estado mais igualitário para toda a próxima geração.

Sexoterapia (Podcast)

Somos Lilit | Podcast Sexoterapia
A Editora Chefe da Universa, plataforma para mulheres da UOL, divide com Ana Canosa, psicóloga e sexóloga, o podcast com o mesmo nome do livro best seller de Ana, “Sexoterapia”. A cada semana, elas recebem um convidado diferente para comentar e discutir histórias reais apuradas pela equipe de reportagem da Universa.  

"Antes de querer dar voz para nossos desejos, nós precisamos conversar sobre temas relacionados a sexualidade que não são só sexo. Quando começamos a conversar e compartilhar as nossas jornadas com outras mulheres, ouvir outras histórias com sinceridade e abertura, nós começamos a avaliar outros possíveis caminhos a serem seguidos. É muito legal escutar Ana Canosa, que está na linha de frente escutando as queixas, dilemas e desafios de pacientes e a dinâmica delas com os convidados. A melhor forma de se ressignificar é se colocar em um lugar de escuta."

- Marília Ponte, fundadora e CEO da Lilit. 

Marina e Ana mostram com bom humor, sem tabus e julgamentos que o sexo é um lugar de acolhimento de uma pluralidade de fantasias e desejos das leitoras e convidados. 

A terceira temporada é muito especial: elas exploraram os temas dos sete pecados capitais (culpa, soberba, preguiça, gula, inveja, luxúria, avareza) e analisaram a história de uma personagem, carinhosamente apelidada de “Manda Casos”. que passa por todas as questões do pecados capitais. São sete episódios especiais que fazem uma analogia interessante com a criação católica-romana ocidental. 

Na última temporada, a quarta, Ana e Marina, apresentaram a edição visual do podcast (dá para ver no UOL e no Youtube). Entre os episódios mais marcantes, estão a entrevista com uma mulher que fundou uma sociedade secreta de swing e abriu o jogo como funciona a dinâmica da relação dos casais que praticam swing. No episódio “Sexo na Terceira Idade”, uma mulher com mais de 60 anos conta como finalmente descobriu o prazer sexual na terceira idade. 

Absorvendo o Tabu (Netflix)

Somos Lilit | Absorvendo o Tabu

Culpa. Doença. Sujo. Em pleno, 2018, quando o documentário e curta-metragem “Absorvendo o Tabu” foi lançado, vemos meninas e mulheres na Índia rural como medo, receio e desinformação sobre a menstruação. Dirigido por Rayka Zehtabchi, o curta de 23 minutos e ganhador do Oscar mostra os impactos de uma sociedade patriarcal que controla a saúde e o bem estar da mulher.

Logo no começo do documentário, vemos uma mulher, já com filho, que largou a escola por ter que trocar a roupa toda quando estava menstruada perto de homens. Vemos também outra mulher que batalha para as mulheres visitarem o templo para rezar enquanto estão menstruadas. Vemos a ignorância, o pavor e o terror nos olhos de garotas com tamanho tabu em seu país.  Algumas meninas dão risadas. Outras, ficam a ponto de chorar ao falar sobre menstruação. 

Felizmente, este cenário está mudando. Indianos preocupados com a saúde das filhas e seu bem estar criaram uma máquina de absorventes biodegradáveis, que com ajuda de educadoras nas escolas, aos poucos estão virando rotina na vida das mulheres indianas Mas para mudar uma cultura tão enraizada, eles têm um longo caminho a percorrer. A maioria nunca tinha usado um absorvente na vida, e usava qualquer tipo de pano para tapar a menstruação, considerada “sangue ruim” que sai mensalmente da mulher. 

“Mulheres são base da sociedade. Mas elas não se reconhecem. Elas não sabem o poder que têm e o que podem fazer.”

Apesar dos desafios de infraestrutura, cultura e patriarcais, as mulheres do vilarejo de Haipur conseguem criar um negócio sustentável e com baixo impacto ecológico, trazendo saúde e poder para as mulheres locais. 

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