Me ensine III

Nós não conseguimos fazer as coisas comuns de casal - tipo andar de mãos dadas no campus ou ir jantar com os colegas dele. Era mais fácil aceitar porque sabíamos que seria temporário. Nós aceitamos ir a público com nosso relacionamento depois da minha graduação. Nós vivíamos variando entre a extrema intimidade e o segredo - era estranho. Eu ainda não tinha o nome dele salvo no meu telefone caso alguém estivesse lendo por cima do meu ombro. Mas ele sabia as pequenas coisas mais importantes. Como o livro que eu queria escrever um dia, ou como eu amava o cheiro do chão evaporando logo depois que chovia. Parte de mim gostava desse novo segredo. Eu comecei a amar a adrenalina que sentia sempre que via seu número aparecer na minha tela. Na maioria do tempo, eu era a pessoa que ligava, tentando cruzar essa linha comigo. Eu fiquei surpresa quando me chamou para uma aula. Eu escutei o áudio duas vezes. Parecia arriscado, até para ele.

- Oi! O departamento me pediu para dar uma palestra hoje, parte de um seminário de identidade narrativa. Como você veio na última aula sem me avisar da última vez, eu achei legal te chamar pra essa palestra, agora com meu convite, haha. Vou te mandar os detalhes por texto.

Quando eu cheguei, a sala estava com luzes bem fracas. Completamente vazia. Ué, ele falou que seria sala 230, edifício Marter. 

- Você está atrasada. Fecha a porta para mim, por favor. Rápido. 

- É...

- Vem aqui na frente, por favor. 

Eu estudei seu rosto enquanto a dúvida estava clara no meu rosto. Eu abri minha boca para falar e fechei. Ele sorriu para mim enquanto eu hesitava.

- Nicole? Você ouviu o que falei? 

- Eu... Sim, professor. 

Eu sentei na beirada da cadeira na primeira fileira, cruzando minhas pernas e me inclinando pra frente. Ele quer jogar esse jogo? Tudo bem, nós dois podemos jogar. Sem falar nada, ele colocou os livros para fora da sua bolsa de couro e empilhou com calma na mesa. Ele parecia saber exatamente o que estava fazendo. 

- Eu deveria falar algumas coisas antes de nós começarmos. Primeiro, essa é minha sala de aula, e eu quero que você saiba que eu que faço as regras. Mas se tem algo que você não gosta, nós paramos assim que você falar a palavra-chave. O que acha?

- Perfeito.

- Ótimo. Fico feliz que somos só nós dois hoje. Me fala, Nicole, porque você está inscrita nessa aula?

- Bom...

Eu deixei minhas mãos no meu colo e olhei para três linhas que apareceram nas íris de seus olhos e ele me olhava e desviava a atenção para seu relógio. Ele estava claramente impaciente. 

- Obrigada. Foi o suficiente.

- Ah! Você queria que...

- Eu estou te perguntando porque você parece estar bem distraída ultimamente. Eu percebi você sonhando acordada durante a aula e essa é a segunda vez que você chega atrasada. 

A ênfase que ele falou sonhando acordada arrepiou os pelos da minha nuca. 

- É que eu estou muito atarefada no meu trabalho e... 

- Eu não tolero desculpas na minha sala de aula, Nicole. 

Ele agachou na frente da minha cadeira, seu rosto na minha frente, e ele apertou meu queixo entre seus dedos. Ele virou meu rosto de um lado para o outro, me examinando. 

- Eu não abro exceção para os alunos. Mas estou tentado em abrir uma para você. 

- Eu queria que você soubesse o quão grata eu estou de estar aqui. 

- Você não tem que provar pra mim. Você aprendeu a lição. 

Não estava me contendo mais de tesão. Cada sílaba que ele entoava me deixava mais molhada. Não resisti.

- Me puna - falei, com a voz sussurrando. 

- O que você falou? - ele disse, sorrindo

- Eu disse que gostaria que você me punisse. 

- Hmmm. Então tá bom. 

As mãos dele foram para sua gravata. Ele pegou o nó entre os dedos e moveu para o lado até afrouxar a gravata. Uma vez que ele a removeu, ele envolveu a seda duas vezes na sua mão. 

- Levante, por favor. Eu vou amarrar isso ao redor dos seus olhos. Sem distrações. 

A seda era fria na minha pele. Eu fechei meus olhos e consegui sentir o cheiro de seu perfume no material, respirei profundamente enquanto ele me vendava. Ele me levou até a mesa dele. Eu segurei nas bordas de madeira enquanto ele levantava meu vestido para cima da minha bunda, com suas mãos andando por cima da minha da minha calcinha. 

- Eu quero que você foque na sensação da minha mão. Você está pronta?

- Sim...

- 1, 2, 3 - ecoou o barulho do seu tapa na minha bunda. sentia ela começar a ficar vermelha - Presta atenção no que estou fazendo. - ele disse. 

- Hmhmm...

Outro tapa. A dor começou a virar uma sensação gostosa. Ele fazia carinho na minha bunda depois de cada tapa. 

- Mais forte dessa vez. 

Outro tapa.

- Eu sei que você gosta...

Outro tapa.

- Tudo o que existe nessa terra é isso aqui.

Outro tapa. 

Não aguentei. Estava sentindo a excitação aumentar e aumentar, estava gemendo alto. 

- Caralho! Sim!

- Me mostre o quanto você quer ter aula comigo. Me fale porque você está aqui. 

- Porque eu mereço ser punida. 

Mais um tapa. 

- Eu só foco em você a partir de agora. Só você...

- É isso mesmo.

Slap! - nós dois escutamos o tapa alto na sala entre meus gemidos. 

A dor que sua mão causava fazia tudo parecer mais macio. Meus pensamentos estavam a mil: me vi entre a dor e o prazer, e todas minhas preocupações foram embora. Nada mais existia fora da sala. Eu queria suas mãos na minha buceta de volta.  

- Eu quero tentar algo novo. Mas você tem que ficar quietinha. Coloque a mão em cima da sua boca. Isso. Se você quiser gritar, morde o dedo. Eu não quero que escutem a gente. Você pode fazer isso por mim?

- Eu prometo, prometo!

Ele arrancou minha calcinha, que caiU nas minhas pernas. E aí ele ficou mais doce de novo. Começou a beijar dentro da minha coxa. Eu empurrei a minha língua contra o meu dente, segurando a respiração enquanto ele chegava perto de mim. Com uma mão, ele apertou minha bunda enfiando as unhas na parte mais sensível. Ele apertou a outra mão na minha vulva. A mão dele contra os meus lábios. 

- O que você quer? Você vai ter que pedir com jeitinho o que você quer que eu faça.

Eu só conseguia gemer.

- Por favor...

- Por favor, o quê?

- Por favor me fode! Eu preciso muito!

- Você tem que aprender a ser paciente...

- Mas eu preciso do seu pau!

- Você tem que aprender a se submeter... 

- Sim...

- Eu vou fazer você virar bem paciente. Gosta de como o meu pau passa pelo seu clitóris, assim?

Ele passava com força. Eu estava quase gozando. 

- Mas acho que você precisa da sua lição agora. 

Senti seu pau inteiro dentro de mim. 

- Leva tudo, vai.

- Sim! Por favor! Vai com força!

Eu arranhava a madeira da mesa enquanto levava suas fortes investidas. Empurrava minha bunda para trás, apertando forte contra ele. Sentia uma onda de tesão imensa, uma fome que nunca tinha sentido. Fechei meus olhos e senti a onda vindo.

- Vem, goza pra mim...

- Daniel...

- Porra, vou gozar junto... Toma, toma tudinho... -

Ele falava enquanto metia.

Deitamos na mesa, juntos, recuperando o ar. 

- Cacete, Daniel. Você é muito bom na fantasia!

- Mas não era uma fantasia...

- É mais fácil quando você está atuando como você mesmo. 

- Haha,  obrigada pelo elogio. Assim eu fico bobo...

- Fico feliz que tenha gostado. 

- Foi muito divertido! Talvez essa não seja minha versão mais articulada, mas você entendeu o que eu quis dizer, hahaha...

- Nós vamos jantar? - perguntou, receoso.

- Sim. Acabei de decidir. 

- Eu pensei que isso ia contra nossas regras. 

- Hmm... Talvez tenhamos que mudar essas regras. Tenho certeza que transar na sala de aula está na lista de coisas proibidas.

- Engraçadinha. 

- Você adora.

- Sim...

 

Uma festa acadêmica. Dois professores. Um tesão que os dois não conseguem escapar. Leia o final de Me Ensine.

(Veja a continuação do Conto Me Ensine)

 

Tradução livre de podcast publicado originalmente no Dipsea. Escute o áudio original.

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