Sexo no olhar de uma mulher plus size

Quando eu penso sobre minha identidade, uma das características que primeiro aparecem é que sou plus size. Isso não é necessariamente uma coisa ruim - eu estou acostumada a me descrever como uma mulher plus size quando estou procurando roupas, postando no Instagram ou falando sobre o movimento body positive. Eu estou acostumada a ser uma mulher plus size, e isso está imerso nas minhas rotinas diárias e conversas. A única hora que não me sinto segura em ser plus size? Quando estou fazendo sexo. 

A sociedade avançou bastante quando falamos do movimento body positive. Mulheres foram empoderadas, corpos gordos foram normalizados e a indústria da moda finalmente começou a aumentar a gama de tamanhos e linhas de roupas plus size. Mas quando falamos de sexo, eu sinto que as as luzes do tabu acendem na cabeça de todo mundo e a conversa vira um campo minado de julgamentos e sentimentos machucados. O sexo pode ser um assunto difícil de falar. Agora adicione isso a um corpo que não é padrão. Sim, essa é uma receita pronta para o desconforto. 

Mas precisamos falar sobre isso - mesmo sendo desconfortável. Eu não vou subir em um palanque e demandar que todas as conversas sobre sexo precisam incluir corpos gordos, mas quando falo sobre minhas experiências, eu me sinto a pior pessoa do mundo. Pode ser que isso venha da minha baixa estima e traumas com o corpo? Com certeza. Mas é por isso mesmo que deveria falar mais sobre isso. Se tem algo que a terapia me ensinou é que a terapia de exposição raramente falha. O quanto mais eu falo sobre minhas experiências sexuais, mais confiança eu adquiro, com sorte, melhor vai ser o sexo. 

Primeira coisa: eu não estou confortável com meu corpo, mas o que meu parceiro acha disso? 

Com todos os caras que eu saí, eu geralmente costumo ser a maior mulher que eles já saíram (não que eu tenha feito uma pesquisa de mercado sobre isso). Mas eu automaticamente me comparo com outras mulheres que meus parceiros já dormiram. 

Eu tenho coxas largas, braços gordos, e eu tenho uma barriga protuberante (eu também tenho uma bunda grande, mas isso nunca foi um problema). Geralmente, quando dou match com um cara em um app, eu posto várias fotos de corpo todo. E infelizmente, essa é uma resposta direta para uma noite que eu saí com um cara e ele foi embora meia hora depois porque eu parecia diferente das fotos e ele “não estava atraído por mim”. Então depois desse incidente eu comecei a prestar atenção para ficar idêntica à foto. Mas mesmo assim, eu nunca sei como vai ser a reação dele quando começarmos a fazer sexo. Ou como ele vai navegar meu corpo. 

Pelo amor de Deus, não me faz ficar por cima

Eu tenho noção do meu peso 24/7: colocando roupas, pegando aviões, sentada em um restaurante e etc. Então porque seria diferente com o sexo? Embora eu queira muito, eu não posso desligar meu cérebro e esquecer todos os meus problemas quando eu gozo. Sexo não é igual as comédias românticas em que todo mundo é apaixonado e as mulheres tem corpos atléticos e flexíveis com capacidade para fazer qualquer posição. Eu também me preocupo de machucar meu parceiro. Simplesmente porque eu sou uma mulher maior com um corpo maior e eu quero ser empática com meu parceiro de intimidade e saber se eles estão confortáveis. 

Outra coisa que as comédias românticas não falam: estamina. Meus exercícios preferidos são andar e nadar. Fazer uma “sentada reversa” não é uma forma de cardio que meu corpo aguenta. Eu odeio quando meu parceiro pede para eu ficar em cima. Uma maratona de técnicas de respiração e me preocupar com a saúde dos meus joelhos não me inspira a ter tesão. Eu prefiro ficar em uma posição que funciona para mim e me deixa tranquila para curtir a experiência. 

Crie um clima

Eu fico feliz por todo mundo que consegue ter um orgasmo sem a ajuda de vibradores - mas eu não sou dessas. Sendo uma mulher maior, eu tenho mais corpo, o que significa mais pele e corpo para navegar enquanto estou fazendo sexo. Eu tenho uma área púbica gorda, ou vulva gorda, o que em termos médicos chamam de panículo. Eu gosto da minha vulva gorda - a Beyoncé tem uma também - e estando dentro meu corpo o tempo todo, eu entendo como posso trabalhar com ele e com meu autoprazer. Mas se meu parceiro não for familiarizado com meu corpo, eu entendo que é meu trabalho ensinar como me dar prazer. E isso inclui trazer meu vibrador para a cena. 

Eu não estou exagerando quando falo que os vibradores são responsáveis por 90% dos meus orgasmos. Pessoas, independente de tamanho, tipo de corpo, orientação sexual e status de relacionamento, comprem um vibrador. Vocês vão me agradecer depois. Como eu tenho uma vulva gorda, não é fácil meu parceiro achar meu clitóris. Então eu tento ter certeza que estou me comunicando direito, usando meu vibrador e me garantindo muitos orgasmos. Com todas as minhas experiências sexuais, eu nunca tive um parceiro que reclamou quando eu usei um vibrador. Ao contrário: todos tiveram tesão nisso. 

Hora de falar

Eu não me chamaria particularmente uma pessoa dominante no quarto, mas eu acho muito importante falar antes e durante o sexo. Ter um diálogo aberto sobre o que é gostoso, onde tocar, o que me excita, é a melhor maneira de construir uma intimidade e aumentar minha autoestima. Até hoje: se eu estiver fazendo sexo com meu parceiro, eu ainda vou ter aquela pontinha de nervoso. A comunicação, mesmo que seja uma piada sobre uma posição que não está funcionando para você para quebrar a tensão, pode ajudar. 

Lembre-se: eles estão ali porque querem

Eu não vou mentir e afirmar que eu posso desligar todo o assunto negativo que me cérebro faz questão de me mandar durante o sexo. Mas no final do dia, eu sei que meu parceiro está comigo na cama (ou no sofá, ou no chuveiro) porque ele está atraído por mim e ele (ou ela) quer dividir essa essa experiência comigo. Sexo deve ser divertido, sensual e prazeroso! 

Este não é um texto de “Eu superei meus problemas de imagem corporal e só tenho ótimo sexo”. Eu ainda tenho transas ruins, e quando eu tenho, eu sou rápida em querer me culpar e culpar meu corpo. Mas com o tempo, eu aprendi que não posso deixar meus pensamentos me dominarem. Eles podem me prejudicar e me impedir de ter um sexo incrível no futuro - e estou falando sexo como episódio 6 de Bridgerton (de nada!).

Escrito por Charlotte Williams. Tradução livre de artigo publicado originalmente no The Everygirl. Leia o artigo original.

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