Sexo oral feminino: ofereça sua vulva com orgulho

A vergonha da própria vulva é um dos motivos para que muitas mulheres não queiram receber sexo oral. Mas se você gosta, não tem por que se privar do prazer que pode ser encontrado na prática. É o seu caso? Então esse artigo vai ajudá-la a quebrar os tabus a respeito do assunto.


Há mulheres que gostam de sexo oral, outras que não fazem questão. Tem mulheres que sentem mais prazer em terem a vulva beijada, outras que sentem menos. Há, além disso, aquelas que nunca experimentaram e outras que sentem vergonha, pudor e até medo quando pensam em se entregar à prática. Mas o que há por trás, afinal, de um possível desinteresse?

Estamos falando de corpos femininos. E se cada um deles tem seu próprio mapa do desejo, claramente as causas para que uma de nós não queiramos receber sexo oral vão variar de pessoa para pessoa. E apesar de os problemas fisiológicos serem reais — e poderem estar na raiz da indiferença ou da recusa do sexo oral feminino — na maioria dos casos, o que paralisa mesmo a mulher na hora H é ou uma mente julgadora , censuradora e crítica ou, então, um(a) parceiro(a)  que não tem conhecimento das suas preferências ou consciência e habilidade no que está fazendo.

Em casais heterossexuais, por exemplo, essa lógica fica ainda mais evidente. Uma pesquisa realizada pela empresa Sex Wipes comprovou que 43% dos homens ficam incomodados em fazer sexo oral nas mulheres. Entre os principais motivos apontados estão o medo de contrair Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), religião e falta de confiança na parceira. Cheiro ruim, gosto estranho, a quantidade de pelos e a má aparência da vulva também foram listados no levantamento que ouviu 1252 homens paulistanos e sexualmente ativos entre 18 e 30 anos. Quando olhamos para a porcentagem desses homens que recebem frequentemente sexo oral de suas parceiras (78%), fica ainda mais evidente que, por trás da diferença discrepante, existem questões socioculturais calcadas num pensamento machista e patriarcal.

POR QUE HÁ TANTO TABU EM VOLTA DO SEXO ORAL FEMININO?

Historicamente, o controle dos nossos corpos sempre serviu à desigualdade de gênero. Quando desconhecemos nosso potencial erótico, nossa capacidade de gozar a vida, ficamos mais vulneráveis à lógica de poder masculino. Isso significa dizer que o sentimento de repulsa alimentado contra a genitália feminina é uma forma de garantir que estejamos afastadas de uma vida sexual livre e prazerosa. Até hoje, crenças erroneamente enraizadas a respeito da vulva fazem não só com que homens continuem performando uma cultura falocêntrica — na cama e fora dela —, mas também com que mulheres tenham vergonha de quem são e de como se apresentam em sua intimidade. As crenças são variadas: desde que seus lábios são assimétricos ou escurecidos demais (o que também indica um atravessamento de questões raciais que não podem ser deixadas de lado ) até fantasias sobre odor ou sabor (perpetuadas, como vimos, na pesquisa acima).

E como se a pressão já não fosse o suficiente, estamos inseridas em uma cultura que propaga o sexo como sinônimo de coito. Assim, esquecemos como nossas vulvas carregam vastas possibilidades de prazer — e olha que nem estamos falando apenas do clitóris. Nossas vulvas são extremamente sensíveis e, por isso, excitáveis.
Quando a pesquisa mostra que os homens recebem sexo oral com mais frequência, a lógica por trás do dado não aponta para o fato de mulheres gostarem mais de fazer sexo oral em seus parceiros (o que pode até acontecer, obviamente), mas que estamos condicionadas à necessidade de agradar e satisfazer sexualmente o outro. E é aí que precisamos lembrar: sexo oral masculino não é uma obrigação e sexo oral feminino não é um favor! É uma prática que carrega um potencial enorme de dar prazer para todos os envolvidos, como qualquer outra em que haja consentimento, vontade e entrega.

Por isso, se você gosta ou quer experimentando, desejar receber um sexo oral e não sabe por onde começar, listamos alguns pontos que podem ajudá-la por aí a se entregar sem medo — e sem vergonha.

Delimite preferências e limites

Só há um jeito de descobrir: testando. É importante que no sexo oral ou em qualquer outra prática saibamos não só quais são nossas preferências, mas, principalmente, quais são nossos limites. Comunicá-los com clareza faz com que seu parceiro ou sua parceira saibam até onde podem ir. São frequentes, por exemplo, as dúvidas a respeito de poder ou não praticar o sexo oral feminino quando a mulher está menstruada ou quando está grávida. A resposta é uma só: depende do que a mulher quer. Se você se sentir confortável e quem estiver com você topar, não há motivo para que não aconteça. Assim, todo mundo fica na mesma página e o que entra em cena é o tesão — e não a tensão de que algum limite possivelmente seja extrapolado.

Use a masturbação a seu favor

Se você sabe como gosta de ser tocada e estimulada na vulva, isso já é um bom indício de que  o sexo oral pode percorrer o mesmo caminho. Experimente usar nosso Bullet Lilit no banho (ele é à prova d’água!) e brincar com sensações e texturas. Um lubrificante também pode ajudar a simular o molhadinho do sexo oral. O autoconhecimento vai ajudá-la a mostrar à sua parceira ou ao seu parceiro exatamente como eles devem fazer para proporcionar mais prazer a você.

Sexo oral feminino requer tempo

Já falamos algumas vezes por aqui, mas é sempre bom reforçar: antigamente, acreditava-se que o desejo, no homem e na mulher, era obrigatoriamente espontâneo e que ele precisava acontecer para que houvesse o envolvimento sexual. Hoje, sabemos que há um outro tipo de modelo existente — o desejo sexual responsivo —, em que mesmo quando não há uma vontade inicial, é possível provocá-la. É por isso que determinadas práticas sexuais, inclusive o sexo oral feminino, podem ser menos lineares e rápidas. O ideal é se entregar, curtir a jornada e viver o presente. Você merece sentir todo o prazer que seu corpo pode proporcionar. Aproveite ;-)

Não está do jeito que você gosta? Calma, não desista de primeira

Muitas vezes, parece mais fácil pedir para que nosso parceiro ou nossa parceira pare o que está fazendo do que simplesmente tentar mostrar um outro jeito possível e mais prazeroso. O medo ou a vergonha são quase sempre os convidados de honra dessa situação. Não queremos frustrar nossos parceiros ou temos receio de impor nossos gostos. Acontece que sexo é uma troca que se torna mais gostosa à medida que todo mundo está sentindo tesão. Portanto, não deixe de falar se algo não está do seu agrado. Todo mundo sai perdendo com isso. Há mil formas de comunicar sem que haja um constrangimento no ato, mas você pode optar, também, por deixar para ter essa conversa depois do sexo oral. Nada mais benéfico que uma comunicação leve e transparente.

Ofereça a vulva com orgulho

Por fim — e talvez o tópico mais importante —, comece a oferecer sua vulva ao sexo oral com orgulho. Você merece que ela seja tocada, beijada, estimulada. Sabemos que nem sempre é fácil quebrar tabus, mas é nosso prazer que está em jogo, afinal. Vale a pena tentar. Você pode começar com gestos mais sutis, como manejar a cabeça de quem está com você na direção da sua vulva, e depois seguir para passos mais convocatórios, como pedir verbalmente para ser chupada. O caminho é seu. O que importa é que você o percorra, se assim quiser, e que não seja privada de seus anseios e desejos. E, claro, proteja-se (tanto no sexo oral masculino quanto no feminino). 

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