Contos para devorar em sequência

Conto 1 | Me Ensine

Eu estava no último ano do meu mestrado. A aula dele era optativa. Não era obrigatória para minha graduação. Mas naquele semestre, foi a aula dele que me deixou mais impressionada. 

Ele apareceu na sala mais cedo para rever suas anotações e preparar  a aula. Seus sapatos estavam sempre impecáveis. Era óbvio como ele amava o que fazia. Toda vez que ele ficava empolgado com a matéria da aula, eu sentia toda aquela paixão, inclinava com atenção, mordia a caneta que tinha na minha boca. Queria ser uma professora como ele um dia. Esse era meu objetivo. 

E então, ele me deu um banho de água fria - nota baixa em uma prova. Logo na prova dele! Disse que meu argumento deveria estar mais redondo - não estava claro. Naquela semana, fui para a sua sala decidida a tentar convencê-lo de melhorar minha nota. Quando entrei na sala, ele estava lá, com seus pés na mesa, concentrado ao escrever - provavelmente seu novo livro. Fiquei desconcertada - é muito íntimo interromper alguém enquanto está gerando uma nova ideia. 

- Ah! Oi Nicole. 

Ele rapidamente arrumou seu cabelo desalinhado e falou para eu sentar na cadeira a frente de sua mesa. Depois de um papinho leve, ele me perguntou o que eu achava de uma parte específica do seu livro. Ele balançava a cabeça enquanto eu falava - parecia que ele gostava do que estava falando, e anotava em um algum bloco esquecido da sua mesa. Esse era o tipo de conversa que você tinha e pensava depois nela por dias a fio, onde você repensa nos argumentos que falou naquele dia várias vezes dentro da cabeça.

Eu voltei na semana seguinte. E na outra semana. Toda vez eu notava que tinha algo sobre ele que me encantava. Nas semanas passadas notei que ele tinha cílios excepcionalmente longos atrás dos óculos e como era uma delícia quando ele arregaçava suas mangas e esticava os braços quando estava cansado. Ele sempre sorria quando eu falava de algum livro que ele não tinha lido. Aposto que passava na cabeça dele: "Quem é essa mulher?"

Eu amava o jeito que ele não concordava comigo, mas nunca levantava a voz, só me fazia perguntas com calma para tentar me mostrar o furo do meu pensamento. Ele era diferente de todos os professores que tive. 

Acabou as férias e novas aulas começaram. Eu senti uma sensação de perda esquisita. Eu não o via mais pelo campus da faculdade. E ele tinha aquele jeitinho de entrar na minha cabeça nos momentos mais inoportunos. Eu tentava tirar ele da minha cabeça. Mas não adiantava: todo cara alto com uma bolsa de couro transpassada já achava que era ele. 

Eu me convenci que provavelmente existia algum tipo de regra da faculdade que bania o relacionamento entre nós - devia ser esse o motivo do sumiço. Comecei a me sentir meio sem graça e pensar que tudo o que rolou entre a gente foi uma viagem na minha cabeça - talvez ele seja apenas um professor muito legal e conversava assim com todos os seus estudantes. 

Até que finalmente defendi minha tese. Quando eu saí daquela sala de aula me senti livre, não sei nem como descrever! Eu andei pelo campus com um sorriso tão grande que quase caia do meu rosto. E então passei no Edifício Edgar, o prédio que ele dava aula e tive uma vontade enorme de dividir as boas notícias com ele antes de contar para qualquer outra pessoa. Eu entrei no elevador, esperei o sétimo andar, e abri a velha porta da sala de aula. Lá estava ele, dando aula para os alunos de graduação. Como estava escuro, sentei quieta no meu canto sem ele notar. Ele estava concentrado na sua linha de raciocínio, tentando nos convencer do que estava falando. Eu comecei a sonhar acordada, pensando no meu sonho de ser professora e nas minhas futuras aulas.

As luzes acenderam e acordei do meu sonho. Ele deve ter acabado de fazer uma pergunta porque ele está olhando para a sala e todo mundo está com aquela cara de "não é comigo".

- Ninguém? Vamos lá gente. Vocês sabem isso.

Ele me viu, prendeu seu olhar no meu e eu tentei não sorrir. Resolvi responder:

- É social e econômico. 

- É exatamente isso. 

Ele me deu aquele olhar com olhos brilhando e dessa vez, eu sorri de volta. A aula acabou e eu fui para a frente, onde os alunos estavam saindo de suas mesas. As suas costas estavam na minha frente enquanto levantava o velho quadro negro. Meus olhos escanearam o seu corpo. Não dava para ignorar aquelas calças apertadas e aquela bunda perfeita. 

- Oi!

- Oi Nicole. É bom te ver de novo. Tá tudo bem?

- Tudo. Vim te falar que defendi minha tese essa manhã! - contei, nervosa - E...

- Ah! Sim. Eu sabia que isso estava acontecendo por agora. Parabéns! Eu não estou surpreso por te oferecerem a bolsa. 

Ri, sem graça. Ele era muito gente boa mesmo. 

- Você tem um tempinho para a gente se falar? Eu adoraria saber como está indo o livro. E... - perguntei, tímida, ao mesmo tempo que ele ia falar algo. Rimos. 

- Sim! Claro! Adoraria. Só vamos ali na minha sala rapidinho. Tenho que deixar algumas coisas lá. 

- Sim! Vamos. 

Quando entramos, ele deixou sua bolsa de couro e suas anotações da aula na mesa e começou a organizar suas coisas. As luzes estavam baixas, a não ser pela forte luz do sol que entrava entre as persianas pesadas da sala. Ele parecia estar lutando com o desejo de me olhar diretamente nos olhos. Como se ele não quisesse conversar imediatamente. Eu amava ver ele se organizar rápido para dar atenção total pra mim. 

- Pronto, acabei de ajeitar aqui. Pronta pra ir? 

- Podemos falar aqui mesmo? - não resisti à pergunta.

- Tá. Não, sim, claro - ele concordou, sem graça. 

Eu sentei na minha cadeira conhecida na frente da mesa dele e ele pegou uma que estava do meu lado. Eu pensei na hora: "Vai ver que ele não quer passar a imagem de professor agora". Comecei a contar que na semana passada tinha descoberto que tinha ganhado a bolsa de doutorado. - Bom, eu tive bons professores e...

- Não. Você conseguiu tudo isso sozinha. - ele disse com sua voz baixa. 

Pela primeira vez considerei que ele tinha tanto tesão na minha mente quanto eu tinha na dele. 

- Mas e você? Me conta? - perguntei. Ele levantou e começou a falar, quando sentou na mesa na nossa frente:

- No começo do semestre, eu estava com um bloqueio no meu livro. Eu pensei em falar contigo, mas não queria que você se sentisse estranha com isso ou algo do gênero. Aí não sei, fiquei sem graça de falar. Mas talvez isso tenha sido sem noção da minha parte. 

- Não, não foi sem noção. Eu achei que era isso. - concordei. 

- Se eu for completamente honesto, eu senti muito sua falta. - ele disse, com cuidado. 

Senti um nervoso quase adolescente, e falei:

- Eu também senti sua falta. 

Ele olhou nos meus olhos e inclinou para frente. Como se estivesse na frente de um limite e não quisesse cruzar. Mas eu cruzei.

Cheguei perto dele, coloquei minhas mãos na suas coxas e beijei ele na boca, suavemente. Os beijos dele eram mais selvagens, com fome, e eu empurrava suavemente para criar mais espaço entre nossos lábios. 

- E a porta, devemos trancar? - perguntei, ainda com alguma sanidade na cabeça

- Eu não me importo - ele disse, entre beijos.

Dei uma risada baixa e disse:

- Sim, se importa sim. 

Ele foi muito rápido: mal me separei dos seus lábios, escutei a porta trancando. Eu estava na mesa inclinada. Eu só senti seu cheiro enquanto ele empurrava seu corpo contra o meu, me levantando e me deixando em cima da mesa. 

- Nós temos que ficar quietos - eu disse, ofegante de tanto tesão. A essa altura, estava completamente molhada. - Eu ainda tenho que pegar o diploma. 

Demos uma risada.

- Tudo bem. - ele disse, levando minhas pernas na sua cintura e pressionando seu corpo contra o meu. Eu me segurei nele enquanto ele tirava seus óculos. Ele pressionou sua ereção no meu corpo e puxou minha saia para cima, colocando suas enormes mãos por debaixo da minha calcinha. 

- Nossa, como você tá molhada.

Eu estava amando demais aquilo. 

- Comecei a ficar molhada desde a sua primeira aula.

Ele riu, malicioso, enquanto me tocava:

- É isso que você quer? Quer que eu te dê uma aula?

- E como você sabe o que eu gosto? Como você vai saber como eu gosto de ser tocada? 

- Me fale como você gosta. 

Eu deitei sobre meus cotovelos enquanto ele tirava lentamente minha calcinha até meus tornozelos. E ele enfiou seus dedos lá dentro. Devagar e suavemente. 

- Você é muito gostosa. - ele falava, com sua voz já rouca.

Eu ensinava como gostava de ser tocada, enquanto suspirava. Não conseguia conter mais meus gemidos: 

- Vai mais fundo. Isso, mais devagar. Ah! Isso, não para. 

- E assim? - Ele disse, indo mais rápido com os dedos

Parecia que eu estava assistindo a minha própria fantasia. Ele beijando meus lábios. Eu com minha cabeça jogada para trás olhando para ele ir mais fundo a cada dedada. Ele me jogando em cima dos seus cadernos de anotações. Os estudantes andando para a sala de aula sem a menor ideia do quão bom ele era em me foder com seus dedos.

Não aguentei muito e gozei ali mesmo: 

- Aí mesmo, continua. Trêmula, contente olhei para ele e pedi: 

- Tire suas calças.

Ele pegou no seu bolso de trás uma camisinha, abriu suas calças rapidamente e afrouxou sua gravata, a puxando para o lado. Ele pegou a parte de trás das minhas pernas e colocou meus tornozelos nos seus ombros. Colocou a camisinha e esfregou o pau em cima da glande do meu clitóris até a entrada da minha vagina, espalhando lubrificação em toda minha vulva.

- Temos que ficar quietos. Pode ter alguém escutando - falou rouco no meu ouvido. 

Eu não conseguia mais me conter. Ele me penetrou e eu na hora amassei os papéis debaixo da minha mão. Ele começou a enfiar bem lento no início, e tirava o pau mais lento ainda. 

- Continue me falando o que você quer. Eu amo quando você me diz o que quer. - ele sussurrou. 

Continuei: - Isso vai mais rápido aí. Esfrega o meu clitóris. Não para. 

Ele foi indo mais forte, mais forte e mais forte, olhando nos meus olhos, meus tornozelos já suando nos seus ombros, sua camisa mostrando seu peitoral e mamilos. 

Eu não estava aguentando mais tanto tesão. Ia crescendo, crescendo e minha voz ia ficando mais alta. Comecei a gemer alto.

E falou no meu ouvido - Não grita. 

Eu já estava gozando. Tudo estava quente e tinha perdido controle, apenas sentia aquela imensa onda de prazer: - Goza dentro de mim. E ele veio junto. 

Acalmamos nossas respirações. Eu amava como suas pernas e corpo estavam por cima de mim. Seu rosto descansando no meu peito. 

- Isso foi o que você achou que poderia ter acontecido? - disse, rindo. 

Ah, você nem imagina, professor. 

 

(Veja a continuação do Conto Me Ensine)

Conto 2 | Sessão de Terapia

Eu sentei em um sofá recamier de veludo na frente dela, esperando que ela olhasse para o notebook em sua frente para que eu pudesse dar uma olhada em seu corpo. Eu estava fissurada nela. O jeito que o salto grosso de couro cortava a luz do sol que vinha da janela, ou como ela lambia o dedo antes de virar uma página de seu caderno de anotações, ou como ela girava o relógio em seu pulso. Eu ficava pensando se eram hábitos dela, no que ela devia estar pensando. 

- Como foi essa semana?

- Olha, foi meio sem graça. 

Eu tinha acabado com minha ex alguns meses atrás e as coisas terminaram mal. Depois disso, comecei a procurar um terapeuta. Eu não achava que era uma coisa essencial, procurei porque via as pessoas procurando terapeutas depois que acabavam relacionamentos. Sei lá, parecia algo que eu deveria fazer.

Essa é minha terceira sessão com a Joana. Eu estava meio relutante nas minhas respostas, não porque eu estava escondendo algo, mas porque eu gostava de revelar as coisas aos poucos. Eu estava mais interessada em saber mais sobre ela. O modus operandi era ficar imóvel. E quando ela movia, era algo pensado. A intensidade dela me desarma. As três vezes que a encontrei, ela usava uma blusa de botão dentro das calças. Eu via entre os vão da blusa seu abdômen definido. 

Depois da minha segunda sessão de terapia, tive um sonho com ela. Eu não lembro de quase nada do sonho. Mas lembro o final: enquanto eu olhava para ela, ela colocava o seu salto no meu pescoço e pressionava gentilmente. Eu acordei com a minha mão no pescoço, e marquei uma sessão para o mesmo dia.

- Você acha que vai encontrar ela de novo? - ela disse, se referindo a minha ex.

- É... não sei. 

- Porque não?

- Você acha que deveria?

- Ah, essa não é uma coisa que posso responder por você. O que você acha?

- Bom, ela era até legal. Diferente do que eu estava acostumada, pelo menos.

- Como assim? 

- A Teresa era aquela pessoa que vivia o momento, sabe?  Mas era demais. Tipo, ela tava pronto pra te chamar pra uma viagem de longa depois do terceiro encontro. Dava aquela sufocada. 

Ela virava o relógio no pulso. Escrevia algumas coisas. Me olhava em silêncio.

- Você ainda fala com sua ex? - ela falou, com aquela voz mais grave e elegante.

- Porque você pergunta isso?

- O quê? sobre ligar pra ex?

- Não, pergunta sobre ela.

- Bom, você falou dela em todas as sessões. Ela ainda é algo que permanece em sua vida, de alguma forma.

- É...  bom, ela me manda mensagem. Ela é apegada... isso sempre foi brochante. Eu gosto quando tenho um pouco de joguinho, sabe? Mas gosto de saber que ela ainda pensa em mim. Isso é normal, né?

- Você sente falta dela?

- Ah, eu tento não pensar desse jeito.... ai não sei. Acho que sim, sinto falta. 

- O que você sente falta nela?

- O pragmatismo dela. Ela sempre tinha razão pra tudo. E dos peitos dela. 

Rimos juntas. A risada dela parecia ser uma pequena brecha, uma janela acidental que se abriu para mim. Talvez ela me achasse engraçada. Talvez ela não conseguisse resistir a reação, mesmo que o trabalho dela fosse ficar neutra. 

- Ontem a mulher que fiquei me mostrou fotos dela fumando maconha. Mas tipo, de uma maneira performática. Foi esquisito. Ela ficava me perguntando o que minha tatuagem significava. E ela me mandou uma mensagem pra falar que curtiu o nosso momento juntas... Você acha que eu só gosto de mulheres mais aventureiras? 

- Você acha isso?

- Haha. Eu acho agora...

- Mas você já considerou isso antes?

- Não com essas palavras. Eu curtia gente que curtia diversão. Nada sério.

- Bom, se divertir é legal.

Ela coçava seu pescoço, abrindo o colarinho da blusa de lado. Eu podia ver a junção do seu ombro com pescoço. O sutiã preto apertado contra a pele. Me ajeitei no sofá. 

- Você já sacou o que tem de errado comigo?

- ...

- Esse silêncio significa que é ruim, né? Porra, tô ferrada.

- Eu não acho nada disso, Rose. Eu não te conheço tão bem assim, mas não acho que você está ferrada. Eu só acho que você não veio aqui para ser analisada. Você veio aqui para me ver.

Eu belisquei a pele em cima do meu joelho através do buraco do meu jeans. Me acalmou um pouco.

- Vamos dizer que eu estou aqui para te ver. O que isso quer dizer sobre mim? 

- Como te disse, não te conheço tão bem assim.  

- Eu já pensei em te beijar. 

- Eu diria que já sei disso.

Eu mudei de posição e a minha bunda estava praticamente fora do sofá. Ela fez o contrário: sentou-se calmamente em sua cadeira. Fechou o laptop em sua frente. Eu decidi levantar. Ela não disse para eu parar. Eu coloquei minhas mãos no entorno da sua cadeira e me inclinei até que conseguisse sentir o perfume debaixo de seu queixo. Eu a beijei gentilmente. Ela hesitou. Como se ela tivesse sido atingida por uma onda e se tocasse do que aconteceu. 

- Você não pode fazer isso - ela disse, com a voz mais rouca que o habitual.

- Então tente me parar.

Ela levantou. Minha testa estava no nível de seus lábios. Ela me fazia me sentir pequena, olhando para baixo em cima de seus saltos. Eu beijei ela de novo, de língua, mais forte, mais insistente. 

- Tire sua blusa - falei, sussurrando.

- Você tira primeiro. 

Depois disso foi caos completo. Nós nos agarramos como se estivéssemos famintas, focadas apenas uma na outra. De alguma forma, me encontrei completamente nua.

- Você gosta de sentir isso.

- Isso o que?

- De sentir que você está fazendo coisas que não deveria estar fazendo.

Ela gentilmente pressionou a mão no meu ombro, me fazendo ficar de joelhos e usou a mesma mão para levantar meu queixo. Eu olhei para cima sem mexer a cabeça. 

- A partir de agora você só assiste. - ela disse.

Ela tirou o cinto de couro e suas calças lentamente, antes de tirar a calcinha de renda na minha frente. 

- Você veio aqui para me ver.

- Sim, sim...

- Então chegue mais perto.

Ela se inclinou na mesa, com os quadris para frente e colocou as mãos na parte de trás da minha cabeça, me convidando para sua vulva. Não pensei duas vezes. Comecei a lamber a parte externa, os lábios, o clitóris. 

- Use a ponta da sua língua. Isso.

Ela gemia baixinho.

- Posso te contar um segredo?

- Hmmhmmm - respondi, enquanto lambia toda sua buceta. 

- Você não está ferrada. Você é uma safada. 

- Mas isso é para ser um segredo...

- Eu sei porque sou igual. 

A ideia dela me imaginando do mesmo jeito erótico que eu imaginei ela me fazia me sentir elétrica. Eu chupava ela com força, minhas mãos na sua bunda. Eu queria mostrar pra ela que valia a pena. Eu enfiei um dedo nela e comecei a deda-la devagar, usando toda sua lubrificação natural. Eu colocava a ponta da minha língua no seu clitóris acelerando quando senti seus dedos no meu couro cabeludo. Eu não parei até sentir seus gemidos mais altos e ela recuar, de tão forte que foi seu orgasmo. Ela estava recuperando o fôlego, com uma mão na sua mesa a apoiando. Olhando para mim com uma cara de incredulidade. Eu estava nos meus joelhos, sorrindo. 

- Cacete, que orgulho que tenho de ti. Agora é a sua vez. 

Ela me pegou pelo pulso até os fundos da sala e me deitou no sofá. Eu queria pegar nos seus peitos, mas ela impediu as minhas mãos, colocando-as para cima da minha cabeça.

- Agora quero te fazer gozar. 

O corpo dela estava sobre o meu. Sua paciência era implacável, de um jeito que eu amava. 

- Por favor...

- Isso. Implore. 

Ela finalmente se moveu e começou a mover seus quadris contra o meu, sua vulva na minha vulva. Os lábios dela estavam na minha mandíbula e iam até minha orelha, mordendo suavemente enquanto ela apertava meus mamilos até eles começarem a doer, de um jeito delicioso. Senti sua mão descer para meu clitóris. Conseguia sentir meu coração pulsando em meus pulsos perto dos meus ouvidos. Ondas de prazer me engoliam. Eu não conseguia pensar direito. Eu tentei mover minhas mãos.

- Não mexa.

- Desculpe...

- Faça o que eu te falo pra fazer. 

Eu gostava de testá-la. Eu queria ver o que ela fazia comigo se eu fosse longe demais. 

- Eu não acho que você consegue me fazer gozar - disse, travessa.

- Então o que é isso?

Ela ia mais rápido, pressionando meu clitóris em círculos. Queria provar o contrário. Eu só conseguia gemer, sentindo meu corpo todo quente.

- Isso, vai...

Chegamos ao ápice juntas. Começamos a acalmar nossa respiração. 

- Isso quer dizer que não podemos mais nos ver?

- É melhor não...

(Veja a continuação do Conto Sessão de Terapia)

Tradução livre de podcast publicado originalmente no Dipsea. Escute o áudio original.

Conto 3 | Amizade Colorida

Era dia de tomar uns bons drinks com o Dan, meu amigo confidente e ex-colega de quarto, 100% sem filtros.

- Eu achei que você e o Miguel não estavam mais juntos. Ele não é uma merda na cama?
- Haha, para de ser estúpido Dan. Ele é um cara legal.
- É, mas ser legal nunca vez ninguém gozar...
- Não que era ruim, ruim. Mas era uma amizade colorida que definitivamente deveria ser mais colorida. Ter mais benefícios.
- Um brinde aos benefícios. E que tipo de benefícios estamos falando? "Eu preciso de umas bolsas Gucci..."
- Hahaha, nada disso. Eu queria umas coisas mais quentes e ele não tava entendendo que eu tava querendo apimentar. Tipo, queria que ele me chamasse de nomes ou me desse uns tapinhas, sabe?
- Ah, sim.
- Ele era meio robótico. Tipo, como se ele estivesse seguindo um roteiro de um filme pornô amador.
- Então porque você saiu com ele?
- Bom, ele é alto.
- Hahaha, ótimo motivo.
- Mas sério. Eu gostei de como ele é espontâneo e autêntico.
- Como assim?
- Por exemplo, ele adora fazer umas coisas bizarras. Tipo, ele pegou uma balsa um dia só por pegar na Lagoa e acabou parando em um bar com karaokê de meia idade. Sim, eu sei que é bizarro, mas eu curti ele ser meio esquisitão.
- Eu te entendo. Teve uma vez que eu tava saindo com um personal trainer e ele me chamou pra um stand up que ele estava apresentando. Foi uma merda, mas foi tão ruim que eu amei.

Quase engasgamos. É, não é só a mulher hétero que sofre.

- Então, você acha que vocês vão se encontrar de novo?
- Hm, acho que sim, nós sentimos algo um pelo outro. Mas nós estamos meio empacados porque ele vai mudar pra outra cidade no fim do verão...
- Putz, que péssimo. Como se fosse muito cedo pra namorar mas também muito cedo pra ter sentimentos um pelo outro...
- É! Exatamente.
- Às vezes você só precisa de um tempo, amiga.
- Vamos ver. Ele vai vir aqui hoje.
- É assim que você me expulsa daqui, hahaha?
- Sim, lógico. Acabamos de acabar uma garrafa de vinho.
- Você é péssima!

Quando o Dan foi embora, coloquei uma música alta dos anos 80 pra me animar acabar de colocar a minha casa no lugar. Ainda faltava muito pra arrumar... De repente, escutei o interfone.
Merda.

- Oi!
- Ah! Oi!
- Qual foi essa música ruim?
- Hahaha, eu tava tentando me animar pra acabar de arrumar...
- Sei. "80% da estante de livro pronta". Hahaha, isso é sua cara.
- Eventualmente fica no lugar. Você conhece meu TOC.
- Esse lugar parece muito vazio sem o Dan deitado no sofá.
- Eu sei! Ele era melhor coisa dessa casa. Eu vou ali no banheiro rapidinho mas nós podemos ir para o bar ali na esquina.
- Tá ótimo.

Quando voltei, lá estava ele com o martelo e os parafusos na mão acabando a estante.

- Ei, o que você está fazendo?
- Não consegui me segurar.
- Haha, é fofo da sua parte. Mas você não precisava.
- Não, tá tudo bem.
- Posso ao menos pegar uma cerveja pra você? Tá muito quente aqui dentro.
- Ah, por favor.

Mais tarde, estávamos no jardim conversando.

- Você quase ser expulso do casamento que eu estava cantando não é exatamente apoiar minha arte - disse rindo.
- Olha, aquele segurança era muito apaixonado pelo o que fazia. Tenho que respeitar.
- Bom, você tentou. - ele era muito fofo

Olhei pra ele e seus olhos azuis brilhavam na noite. Nos beijamos.

- Eu queria te beijar de novo.
- Eu também.

As coisas começaram a esquentar e resolvi ser honesta e aberta com o que aconteceu, antes que a noite pudesse desandar.

- Olha, eu queria te falar que eu sei que pedi umas coisas coisas aquela noite que talvez você não quisesse ou ficasse confortável. Eu não quis ser esquisita, sei lá.
- Não, não. Eu só estava meio tímido. Eu não sabia o que tava rolando entre a gente. Então fiquei meio surpreso.
- Sim...
- Você quer me dar outra chance?
- Outra chance?
- Sim. Foda-se o bar. Quero te vendar.
- Tá bom?!
- Sim, vamos. Eu sonhei em fazer isso com você. - ele falava enquanto colocava o tecido na frente dos meus olhos e me levava pro quarto.

Não ver nada deixou meus outros sentidos muito mais aguçados. Eu conseguia sentir o vento na minha nuca, seus dedos, seus beijos, tudo mais claro.

- Isso tá muito gostoso...
- Ótimo.

Ele beijava meu pescoço e ia desabotoando minha camisa.

- Eu amo essa parte aqui em cima do seu umbigo. Porra. Você acabou de se depilar?
- Sim...
- Tão macia... quero esfregar minha cara toda aí.
- Tira os meus shorts, vai...
- Vendada e ainda por cima dando as ordens...
- Haha, mas eu gosto quando você dá as ordens.
- Você gosta de não saber aonde eu vou te beijar em seguida.
- Sim... Hm...

A essa altura eu estava encharcada.
- Vou colocar meus dedos no seu clitóris. Assim. - não conseguia mais me conter e comecei a gemer alto. Ele sabia o que estava fazendo.
- Ai, você não pode me comer agora? Eu quero te sentir...
- Não. Ainda não.

Senti seus passos pelo quarto e o barulho do zíper abrindo.

- Aonde você está?
- Estou no final da cama.
- O que você está fazendo?
- To me masturbando te vendo, sua gostosa.
- Eu te deixo excitado?
- Demais. Eu amo seus peitos. Sua bunda. Eu sonho com você sempre que não estamos juntos.
- Isso, continua a falar...
- Eu vou te fuder até você gritar.
- Sobe logo em cima de mim...

Ele não esperou duas vezes. Senti ele subir e me penetrar. Gememos juntos.

- Continua a falar...
- Como você é apertada. Eu sonho com você toda noite, meu pau dentro de você bem fundo. Como você é diferente.
Ele continuava com o ritmo intenso. Eu já estava chegando a um ponto onde não tinha mais retorno.
- Goza comigo. Vai... Vou te comer todos os dias desse jeito.

Chegamos ao ápice juntos. Abraçados, nos olhamos e rimos.
Teria que dar um novo relatório pro Dan...

(Veja a continuação do Amizade com Benefícios)

Tradução livre de podcast publicado originalmente no Dipsea. Escute o áudio original.

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