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Olhe para ela: um guia para você dar aquela olhada na sua vulva

Você conhece sua vulva? Sabe qual sua cor? Seu formato? Ou nunca teve coragem de lançar uma boa mirada a essa parte tão importante do seu corpo? Neste manual, queremos ajudá-la a se aproximar mais de si mesma. Vamos?

Uma em cada quatro mulheres, segundo pesquisa norte-americana, não sabe onde fica a vagina. Isso diz sobre a importância de continuarmos educando mulheres sobre seus corpos, mas mostra, também, como o distanciamento de quem somos e do que nossos corpos são capazes de fazer é um plano político muito bem estruturado no patriarcado — já que, quanto mais longe estivermos do autoconhecimento, mais distantes ficaremos do manancial de poder que há em uma sexualidade sadia.

É por isso que trouxemos para nosso blog este pequeno manual de aproximação entre você e sua vulva. Pegue seu espelhinho e desfrute.

O que é vagina e o que é vulva?

Pode parecer uma pergunta boba para muitas de nós, mas, como mostrou a pesquisa citada no começo deste artigo, ainda há muita confusão a respeito de nossa anatomia. Para que não haja equívocos e para que você saiba o que vamos olhar, cabe a explicação: de forma geral, vulva é toda a região externa de nossa genitália e a vagina é o canal interno, que vai até o colo do útero. É essa parte visível, a vulva, que vamos observar. Ela engloba os grandes e os pequenos lábios, o clitóris, o prepúcio (a camada de pele que envolve o clitóris), a abertura da uretra, a abertura do canal vaginal e o púbis.

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Minha vulva é normal?

Não existe uma “vulva normal”, não existe um padrão de como sua vulva deve ser ou parecer. Exceto se você tiver alguma questão médica específica — diagnosticada por um profissional —, sua vulva é saudável e não há nada de errado com sua aparência. Diferente do que nos mostram conteúdos pornográficos, há uma gama enorme de formatos, cores e tamanhos e, inclusive, sua vulva pode passar por transformações ao longo da vida (assim como todo o resto do seu corpo). Portanto, procure olhar-se com curiosidade, e não com julgamento. Sabemos que nem sempre é possível, mas trazer isso à consciência na hora de se enxergar já é um bom começo.

A ONG britânica Brook, que promove discussões acerca da saúde sexual, disponibilizou um guia focado no público jovem, intitulado What is a vulva anyway (O que é uma vulva, afinal?) e que traz exemplos visuais de como a aparência da vulva pode ser variada. Por lá, ainda é possível encontrar conselhos sobre como os genitais mudam durante a puberdade. Nossa fundadora, Marilia Ponte, também sugere que mulheres passem a buscar referências de corpos de verdade. Rostos sem filtro, corpos sem photoshop, vulvas sem procedimentos. O Labia Library é um excelente caminho para quem quiser criar um repertório mais real.


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"Aprendemos a desconfiar e ter vergonha de nossos corpos desde cedo. Somos estimuladas a tocar as nossas vulvas apenas para lavá-las, depilá-las ou examiná-las. Passamos correndo na frente do espelho antes de entrar no banho. O sexo é rápido, no escuro. A masturbação, quando existe, é mecânica... sem nem olhar. Assim, nos afastamos do nosso corpo, mesmo vivendo dentro dele. É importante que tenhamos intimidade com essa nossa casa, que nos olhemos por inteiro — inclusive para as vulvas. Com frequência e atenção para se transformar em um hábito saudável. Isso ajudará você a quebrar tabus, ficar atenta a sua saúde íntima e se conhecer a fundo. Ninguém mais fará isso por você."
— Marilia Ponte, fundadora da Lilit e Educadora Sexual em formação

Observando sua vulva

Lembre-se, novamente, de que a genitália feminina é diversa em vários aspectos e que não há um padrão, ok?

Pegue um espelho pequeno, fácil de manusear, mas com superfície o suficiente para que você observe sua vulva. Sente-se confortavelmente e posicione o espelho entre as pernas. Tente localizar todas as partes de sua vulva listadas neste artigo, logo no primeiro tópico. Depois, toque cada parte e observe textura, formato, cor. Localize o canal vaginal, descubra a saída da uretra. Manuseie os grandes e os pequenos lábios com cuidado. Agora, deixe um pouco o espelho de lado e, com os olhos fechados, toque-se. A experiência é diferente agora que você se olhou? Agora que você sabe como sua vulva é?

Uma vez que você já tenha ganhado intimidade com ela, pegue novamente o espelho e comece a experimentar diferentes toques e pressões. A ideia, aqui, é que você perceba onde e como você sente prazer. Se você tiver um vibrador, ele pode ser de grande auxílio nesta etapa. Nosso Bullet Lilit tem cinco estágios de vibração que podem ajudá-la nessa jornada de autoconhecimento.

Por fim, e bem importante, faça dessa auto-observação algo constante, rotineiro. Da mesma forma que você vez ou outra se olha no espelho, mire também para a sua vulva. Não a inviabilize. Aprecie a si mesma. Amigue-se dessa parte do corpo tão poderosa e tão cheia de possibilidades prazerosas. Quanto mais conhecemos nossos próprio corpo, menos aceitamos regras e imposições a respeito de como devemos ser — ou do que devemos (ou não) sentir.






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