A história do vibrador

Uma linha do tempo com verdades e mentiras - da Cleópatra até a histeria
Somos Lilit - A História do Vibrador
Os vibradores são populares entre adultos, mas da onde exatamente eles vêm? Historicamente, eles existem há milhares de anos. A história conta que Cleópatra (69-30 AC) encheu uma abobrinha de abelhas para estimular sua genitais, esse conto é legendário até hoje é lembrado como a primeira tentativa de vibrador feito em casa. Embora não exista evidências arqueológicas e concretas para confirmar a suposta invenção da Cleópatra, é legal pensar que já existiam tentativas de criação - e ficamos agradecidas de como os vibradores evoluíram.
 

Outra lenda e narrativa popular da era vitoriana era do mito que os médicos teriam inventado o vibrador como um tratamento para histeria. "Eles acreditavam que a estimulação manual ajudava o útero perdido a achar seu lugar de volta, e enquanto a popularidade do tratamento crescia, também crescia a síndrome do túnel do carpo dos médicos. E assim, o vibrador teria nascido. Mas pesquisas recentes apontam que essa fofoca histórica é um grande mito" - conta Kait Scalisi, educadora sexual certificada.

Enquanto as abelhas de Cleópatra e os contos de histeria da era vitoriana continuam sem confirmação, os brinquedos sexuais já tem relatos de sua existência por toda a história, datando do período paleolítico. Os vibradores como conhecemos surgiram no século 19. Usados em consultórios médicos, eles eram vendidos para todos os gêneros e para uma ampla variedade de doenças - de impotência até asma. Duas das maiores revoluções foram a criação de vibradores recarregáveis - que eram a prova d'água com pilhas e baterias, até os vibradores recarregáveis por USB. O formato evoluiu do fálico para muitas novas variedades.   

"A única coisa que continuou a mesma é a maneira que a sociedade vilifica o prazer. Parte do que faz o mito dos médicos vitorianos tão divertida é a ideia de pessoas com vulva trazendo o prazer para elas mesmas de uma forma velada - e aceita pela sociedade. Agita nosso imaginário com salas cheias de mulheres sussurrando e rindo enquanto trocam segredos, e médicos que mão entendem que estão sendo usados para o prazer delas. Nós já percorremos um bom caminho, mas existem muitos mitos da sociedade sobre vibradores. Um exemplo é que eles substituiriam um parceiro." diz Scalisi.  

Hoje, a tecnologia e os materiais usados avançaram a indústria dos vibradores. "A vulva, a vagina e o ânus estão entre os mais delicados e absorventes tecidos do corpo humano. Tudo que entra ou passa ao redor vai para os nervos ao longo do nosso corpo" - diz Scalisi.

Escolher produtos que são seguros para o corpo como silicone cirúrgico , plástico ABS, aço cirúrgico e outros materiais certificados diminui as possibilidades de infecção e irritação. 

Das versões caseiras criadas há 100 anos atrás até as novas e modernas escolhas que temos hoje em dia, os vibradores sempre foram desenvolvidos com um objetivo final em mente - o prazer. 

"Antigamente e hoje, os vibradores ajudam a estimular as áreas mais sensíveis e prazeirosas do corpo: o complexo do clítoris, a vulva, a próstata. E a ciência dá comprovações disso. Estudos mostram que mulheres cisgênero que usam vibradores tem três vezes mais de experimentar orgasmos de que mulheres que não usam. Além deste fato, pessoas que usam vibradores relatam níveis maiores de satisfação sexual" - conta Scalisi. 

Linha do tempo

69-30 AC: Cleópatra tenta criar a primeira versão de vibrador faça-você-mesmo enchendo uma abobrinha vazia com centenas de abelhas

Era Vitoriana: Várias associações foram feitas entre os vibradores e o diagnostico de histeria por médicos do período vitoriano. A histeria (decaída como diagnóstico atualmente) era usada para dezenas de mazelas, como agressão, desmaios e doenças mentais. As mulheres eram tratadas com massagem, e mais tarde, com vibradores para as mais diversas condições 

1800: Nos anos 1800, a industrialização transformou vários aspectos da vida, incluindo a medicina. O primeiro vibrador elétrico foi inventado por Joseph Mortimer Granville em 1883. Antes disso, uma máquina similar que também estava disponível era o "manipulador de massagem de mesa" do Dr. George Taylor

1900: Médicos e profissionais da saúde tentaram tratar doenças com vibradores mas isso provou-se ineficaz. Em 1915, a American Medical Association chamou a indústria do vibrador "uma grande ilusão". Fabricantes de vibrador começaram a mudar a publicidade e começaram a chamar o vibrador de "utensílios domésticos" para homens e mulheres de todas as idades. Eles fizeram anúncios em grandes revistas que diziam que os vibradores poderia curar tudo: de rugas até malária. 

Os vibradores começaram a ser comercializado internacionalmente em lojas de departamento e catálogos. Na época, a masturbação era vista como algo vergonhoso ou obsceno, e então os vibradores na propaganda não podiam ser associados com sexo. Ao invés disso, fabricantes enfatizavam uma linguagem e imagens sugestivos e discretos. 

1920-1950: Alfred Kinsey publicou a primeira pesquisa sobre sexualidade feminina em 1954. Os resultados incluíam o dado que 62% das mulheres entrevistas já haviam masturbado, embora vibradores não tivessem sido mencionados. 

1956: As lojas de departamento Sears produziram o seu primeiro vibrador, que tiveram um anúncio que dizia que o aparelho dava uma sensação de estar grato por estar vivo. 

1970: Em 1974, em um artigo publicado na revista Ms., a educadora sexual Betty Dodson propôs que as mulheres se masturbassem como uma forma de recuperarem seu autoconhecimento sexual negado pela sociedade. Ela também escrevia matérias elogiando o uso de vibradores.

1980: Nos anos 80, a masturbação finalmente ficou popular. O famoso vibrador Rabbit foi criado em 1983 pela empresa Vibratex. Eles foram pioneiros em trazer materiais internos e externos para estimulação genital para os Estados Unidos. Eles eram ultra coloridos e em formatos de animais para burlar as leis de obscenidade do Japão. O Beaver, o Kangaroo e o Turtle foram outros modelos que faziam estimulação interna, em formato fálico e tinham outros componentes de masturbação externa. 

1998: O Rabbit teve o auge de sua fama, graças a sua aparição no seriado "Sex and the City". A personagem Charlotte fica viciada em um vibrador Rabbit. 

2019: Hoje em dia, os vibradores são vendidos nas mais diversas lojas e são fáceis de comprar através de lojas online especializadas. Até em programas diurnos, como Oprah, é discutido as vantagens e propósitos dos vibradores. Felizmente, grandes mudanças - como uma conversa mais aberta em relação ao sexo e vibradores mais acessíveis - tem acontecido e mudado a história dos vibradores

Escrito por Sarah Rowland. Tradução livre de artigo publicado originalmente no The Maudern. Leia o artigo original.

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Somos Lilit. Uma das primeiras marcas brasileiras a desenvolver seus próprios vibradores como devem ser: criados por quem usa.

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