Orgasmos para pessoas com vulva: tire suas dúvidas

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Nesse artigo, vamos entender o que é orgasmo feminino de acordo com a ciência e porque devemos lutar por nosso direito de gozar.  

Nós não temos noção do nosso potencial orgástico e do que é orgasmo feminino até ter o primeiro clímax que nos faz ver estrelas. Como os franceses dizem, o orgasmo é uma pequena morte - la petite mort - uma experiência fora do corpo, de alívio e prazer instintivo do ser humano.  E pessoas com vulva são privilegiadas: somos multiorgásticas - conseguimos atingir diferentes patamares de prazer e gozar mais de uma vez graças ao complexo do clitóris.

O orgasmo para pessoas com vulva é muito mais do que só uma boa desculpa biológica para a espécie humana reproduzir.  Nós sempre devemos reforçar que o orgasmo não é uma obrigação que temos que cumprir - mas um direito de todas nós mulheres. O direito de ter satisfação e sentir prazer com o nosso próprio corpo.

Devemos nos responsabilizar pelo nosso prazer independente de estarmos em um relacionamento ou não. É nos descobrindo, nos estimulando, que exercitamos todo nosso potencial orgástico. E na medida que trazemos consciência para nosso corpo, mais podemos ampliar nosso repertório de prazer.

A ciência do orgasmo

Vamos entender um pouco da nossa anatomia: nós temos dois sistemas nervosos: o sistema nervoso central e  sistema nervoso periférico. No sistema nervoso periférico existe o sistema nervoso autônomo: ele controla funções vitais como a respiração, circulação do sangue, controle de temperatura, digestão e sim - os orgasmos

Para nós, que temos vulva, o sistema nervoso autônomo tem um papel chave na hora de chegar ao orgasmo. Mas para chegar lá, precisamos do estímulo de todos os sistemas nervosos: primeiro o central, através de estímulos de um lugar confortável, seguro e amoroso para poder gozar à vontade, depois do autônomo, quando ficamos relaxadas e seguras para poder encontrar nosso potencial orgástico. 

Começamos a nos excitar, o coração acelera porque precisa liberar mais sangue para nosso corpo, e nossos vasos dilatam. O sangue fica mais oxigenado, o pulmão com a respiração mais curta. E aí entra a dança dos hormônios no corpo: as glândulas supra renais liberam adrenalina - hormônio que tem haver com medo, tensão. O sistema superaquece em curto circuito e entra quase em pânico. E então o córtex do cérebro libera as endorfinas, que misturada com a adrenalina, causa um movimento de tensão e relaxamento. E você encontra a receita perfeita para uma descarga orgástica: um curto circuito de prazer e alívio de tensão.

As fases de um orgasmo

Até chegar a um orgasmo, existem várias fases importantes para chegarmos ao clímax. O  site e método OMGYES categoriza as fases orgásticas femininas em seis: aumento do desejo; aquecimento; aumento da excitação; aproximação do orgasmo; orgasmoretomada da excitação e multiplicidade

Na pesquisa feita pelo site, 77,2% das mulheres relatam níveis diferentes de intensidade do orgasmo e afirmam que os orgasmos mais intensos são resultado de passarem mais tempo aumentando a excitação, de pouquinho em pouquinho. E quanto mais intensa a nossa excitação e tensão, mais forte será o orgasmo. 

E como saber quando o orgasmo está acabando? Nós sentimos que o orgasmo está terminando quando as contrações musculares pulsantes abaixo da entrada da vagina e ao redor do ânus começam a diminuir. Como mulheres, somos potências multiorgásticas, e podemos retomar a excitação e chegar aos orgasmos múltiplos

Tipos de orgasmo

Nós precisamos desmistificar a definição dos tipos orgasmos: todo o orgasmo tem o envolvimento do clitóris  Ou seja, o orgasmo pela penetração também é clitoriano

Os orgasmos que são relacionados a estimulação clitoriana tem relação com o sistema nervoso central - passam por nossa medula até chegar o cérebro e em questão de milissegundos, devolvem a sensação de prazer. 

O clitóris não é um botão mágico, muito menos um órgão desconectado. Estudos recentes mostram que os orgasmos em pessoas com vulva estão todos conectados ao complexo do clitóris. Ele é um complexo que abrange o canal vaginal, o canal da uretra, o ânus e toda estrutura da vulva. Qualquer estímulo - interno ou externo - pode levar a um orgasmo. 

Os efeitos do orgasmo

Diversos como nós mulheres, os efeitos dos orgasmos variam de corpo para corpo. Existem mulheres que se contorcem de prazer com a liberação da tensão e se esgotam no final do orgasmo, outras aumentam a energia e ficam prontas para correr uma maratona. Outras alternam entre uma sensação de relaxamento e disposição

O orgasmo feminino é mais duradouro que o masculino: dura entre 13 a 51 segundos, contra os 10 a 30 segundos dos orgasmos em pessoas com pênis. No final do orgasmo, o corpo libera oxitocina, dopamina e serotonina - três hormônios ligados ao prazer, calma e felicidade.

 

REFERÊNCIAS

O que é potência orgástica, segundo a teoria do orgasmo - Regina Navarro Lins

Fisiologicamente, o orgasmo é muito parecido com um ataque de medo - Jornal O Globo

Curso Empoderamento do prazer para mulheres - Prazer Ela

OMGYES 

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